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Chia: a semente da moda 
A semente é o novo fenômeno de consumo entre os corredores
| Por Redação   
 
Foto: Shutterstock
 

O grão natural é sempre integrado à dieta dos corredores, já que eles são a premissa de que trarão resultados milagrosos. A soja e a linhaça são bons exemplos, que passaram a fazer parte da alimentação dos atletas. Agora, outro deste tipo de semente que os nutricionistas criaram é a chia, rica em fibras e em ômega-3, capaz de exterminar a gordura do abdômen e combater a inflamação das células.

Pode parecer mais um modismo, mas a sementinha de um tipo de erva parecido com a sálvia já era consumida pelos maias e astecas desde 2600 a.C. O motivo, pra lá de justo, era turbinar a resistência física, dar energia e força necessárias para enfrentar as condições extremas de calor e escassez de água e comida.


Dos tempos mais remotos, até os dias de hoje, o grão presta um excelente serviço à saúde dos atletas ao eliminar a oxidação produzida pelos radicais libres. Além disto, esconde outros grandes trunfos, ajudando a prevenir inflamações, moderar a gula (já que contém muita fibra, produz uma sensação de saciedade), protege a flora intestinal, melhora a absorção de nutrientes e reduz o tempo de recuperação das lesões.


Blindagem


Os corredores sofrem de um processo inflamatório natural, isto não é novidade, pois é uma resposta do corpo ao esforço físico repetitivo. “Dentro do organismo, acontecem milhares de reações metabólicas e delas sempre sobram ‘restos’, os radicais livres, que, dependendo da quantidade em que estão concentrados, danificam as células, provocam envelhecimento precoce e até doenças como o câncer”, explica Mariana Klopfer, nutricionista da Nutricius, de São Paulo. Daí a importância do consumo diário da chia, que além de atuar contra os radicais livres, ainda cria uma blindagem do sistema imunológico.


Saciedade


Quase metade da chia é formada por fibras dietéticas, entre insolúveis (36%) e solúveis (5%). As primeiras, depois de ingeridas e em contato com a água, simplesmente incham, absorvendo até 12 vezes seu peso em líquido, o que ajuda a organizar o trânsito intestinal. Já as fibras solúveis interagem com a água, formando uma espécie de gel no estômago e intestino, o que faz com que o esvaziamento gástrico seja mais lento, e a saciedade, prolongada.


Até a absorção de açúcares e gorduras, como o colesterol, sofre uma redução, já que parte dessas substâncias é excretada junto com as fibras. Mas, para que tudo isso funcione, não deixe de abastecer sua garrafa de água. Intestino solto pode ser sinal de que os nutrientes não estão sendo digeridos e absorvidos de forma correta pelo corpo”, avisa Fabiana Honda, nutricionista da PB Consultoria em Nutrição, de São Paulo.


“Por outro lado, o intestino preso faz com que as fezes e substâncias tóxicas fiquem mais tempo em contato com a parede intestinal. Isso tudo faz com o que atleta se sinta mal e prejudique a sua performance”, alerta a nutricionista.


Recuperação e Resistência


Além destas qualidades, a chia tem de 19% a 23% de proteína (quase o dobro da quinoa) e 18 dos 22 aminoácidos. Incluir o grão na dieta, portanto, colabora na recuperação das fibras musculares e na reposição de glicogênio (reserva energética) no pós-exercício. Enfim, motivos não faltam para você conhecer a chia. Só não espere um algo excepcional de sabor, porque gosto mesmo ela não tem.

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