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Bicicletas feitas e testadas para mulheres 
Hoje, as bicicletas estão cada vez mais sendo fabricadas com importantes diferenciais para o público feminino. Não basta mais somente mudar a cor
29/05/2009 09:00  | Por Igor Lagüéns  igorlaguens@hotmail.com 
 
foto: livia gossi - ativo.com

Nos dias de hoje, quando as mulheres estão conquistando cada vez mais posições na sociedade, uma atenção maior tem sido dada a elas, desde uma maior formalidade no emprego, cargos melhores e de alta responsabilidade até diversas outras áreas. O setor esportivo não deixa por menos, a produção de acessórios e vestuários diferenciados e exclusivos para o público feminino é cada vez maior.

E assim também vem sendo feito no setor das bicicletas, onde muitas coisas foram e estão sendo alteradas, mas, o que muitos pensam é que só muda a cor e alguns detalhes, como o desenho de uma flor e alguns toques mais femininos na peça. Porém, quem pensa assim está muito enganado, pois isto é só o começo, hoje, tudo é diferente, o tamanho, a cor, a densidade, o peso, ou seja, tudo fabricado de outra maneira.

Nada de tamanho PP masculino!
Seguem alguns exemplos:

Quadros: Hoje tem um top tube de distância menor, ou seja, a frente fica mais próxima deixando o “cock-pit” um pouco menor, já que a mulher tem um tronco proporcionalmente menor ao homem. Além disso, muitas têm uma leve depressão neste tubo, que quando chega mais perto do seat tube facilita a saída da ciclista da bike.

Luvas e Capacetes: Mulheres têm a circunferência da cabeça e a palma das mãos menores e mais finas que os homens, portanto, outro tamanho e modelagem devem ser feitos para as mulheres, assim como uma calça ou uma camisa.

Suspensões: Algumas marcas, como a Specalized e a FUJI, têm bicicletas femininas já de fábrica, com suspensões feitas para mulher, em que ela tem um amortecimento mais macio e seu ajuste é feito de acordo com o modo que as mulheres preferem, sendo assim, os elastômeros têm densidade diferente de uma suspensão de fabricação voltada para o público masculino.

Manoplas: Bem diferente das manoplas “padrões”, elas têm uma circunferência menor, na qual a mulher pode e consegue fechar as mãos quando segura no guidão. No caso da speed, hoje já existe um calço que se coloca na alavanca de marcha para que se possa ter os passadores mais na mão e a frenagem mais segura.

Vestuário: Assim como toda a evolução, a questão dos vestuários já passou por esta fase e hoje praticamente todas as linhas têm um produto diferente, em que o forro da bermuda é menor em comprimento e maior em largura devido a tuberosidade dos ossos isquiais.

Selins: Assim como já foi comentado, esse é um dos mais importantes, e é o que deve ter mais atenção pois seu desenho é diferente, para que possa fornecer um maior conforto e estabilidade às mulheres.

Sapatilhas: Do mesmo modo que existe luvas, capacetes, camisetas e bermudas para o público feminino, existe hoje também as sapatilhas que devem ter uma plataforma bem diferente uma vez que a mulher tem os pés anatomicamente diferentes, por exemplo, a região do tendão do calcanhar de aquiles que é mais estreito, sendo assim, a sapatilha masculina para uma mulher, deixa o calcanhar com folga, podendo até sair.

Claro que é necessário cuidado para a escolha dos produtos, pois há muitas marcas que anunciam produtos femininos quando na verdade somente são em proporções menores. Produtos feitos e desenhados por mulheres para mulheres é para poucas marcas. E sempre que comprar um produto ou quiser orientações para uma próxima compra procure um profissional especializado em Bike Fit.

Onde Fazer?
Somente nas lojas autorizadas, como Pedal Urbano (Perdizes), Ciclo Ravena (vila Olímpia), All Bikers (Aldeia da Serra), e Sport Star (Jardim Paulista), em São Paulo.

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Colunista:  
Igor K. Lagüéns, ciclista e apaixonado por bikes há mais de 10 anos, foi proprietário de bike shop durante 4 anos e meio, o que trouxe a certeza de querer estudar Educação Física. Hoje, como educador físico é especializado em avaliação e correção postural de ciclistas (www.igorbikefit.wordpress.com) e atua também como professor de ciclismo na Planet Assessoria Esportiva (www.planet.esp.br).
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