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Kubiak volta com suas histórias depois das férias 
Em suas andanças pelo mundo para competir, o triatleta Kubiak conheceu fãs dos seus artigos no ativo e comprovou que o melhor de tudo é curtir as provas  
29/01/2010 08:51  | Por Romualdo Kubiak   
 

Quero compartilhar com meus leitores amigos a alegria de retornar às "páginas" do ativo.com depois de me ausentar por alguns meses, tempo em que viajei bastante, conheci lugares e pessoas incríveis e, para variar, participei de algumas provas inesquecíveis.

Para terminar o ano de 2009 em alto estilo, resolvi ir para a Austrália onde foram realizadas as duas provas mais importantes do Calendário Mundial de Triathlon, da ITU - International Triathlon Union: em setembro, o mundial de distância olímpica, na cidade de Gold Coast, na costa Leste e, em Outubro, o de longa distância, em Perth, costa Oeste daquele exótico país.

Para minha sorte, meu amigo dos tempos de natação, Rudy Alcântara, morava justamente na cidade de Perth e me hospedou em sua casa durante o treinamento e aclimatação para a segunda prova, além de me mostrar as belezas da região, incluindo a visita a uma fazenda do futuro sogro, com um encontro inusitado e raro com cangurus selvagens!

Durante o encontro com os triatletas brasileiros, fiquei sabendo que um deles, que ainda não me conhecia pessoalmente era leitor assíduo de nossa matéria no ativo.com e peço-lhe que escreva para kubiak@terra.com.br dando seu nome completo para que eu possa citá-lo nominalmente na próxima matéria, ok?

Como estou mais preocupado com a manutenção de minha qualidade de vida do que verdadeiramente para competir, estas provas foram realmente muito agradáveis, pois durante as mesmas tive o prazer de incentivar e também ser incentivado por inúmeros triatletas, que, como eu, não estavam andando "no limite" para tentar obter posições na classificação... sugiro a todos que sempre que puderem façam o mesmo para sentirem o quanto é bom participar sem compromisso de resultado final...o importante é terminar a prova sentindo-se de bem com a vida!

No voo entre Gold Coast e Perth conheci no avião o Australiano Murray Boyd, de Torquay. Victoria quando soube da minha intenção de voltar de carro para a costa Leste, que infelizmente, não se realizou, ofereceu-me hospedagem em sua casa que ficaria no caminho...um exemplo de quantas pessoas generosas podemos encontrar por este mundo maravilhoso!

Voltando da Australia, cansado de carregar por tanto tempo toda a parafernália de equipamento para provas de triathlon, e como já havia combinado com meu amigo e maratonista Moacir Gallego, comecei a preparar as malas, agora só com dois pares de tênis, shorts e camiseta de corrida para o Desafio do Pateta, que se realizou entre os dias 9 e 10 de Janeiro de 2010 nos parques da Disney, em Orlando, Flórida.

Trata-se de duas provas: uma meia maratona no sábado quando ganha-se medalha do Pato Donald e uma maratona completa no domingo, com direito a medalha do Mickey para quem terminar as provas em determinado tempo; quem completar as duas, ganha uma terceira, do Pateta...daí o nome "Desafio do Pateta", que já está em sua 5ª edição.

A meia maratona foi relativamente tranquila, com frio entre 0º C e 5º C, chuvisco e vento; no domingo, porém, a previsão era de queda de neve e, realmente, ficou muuuuiiiiito frio: -2º C - até a água que era servida durante a corrida ficava com uma película de gêlo e tinhamos que bebê-la aos poucos para não "engasgarmos" com os pedaços de gêlo, sem contar que o líquido derramado acabava congelando e formava uma camada escorregadia que provocou muitas quedas.

Os atletas, à medida que se aqueciam, iam jogando os agasalhos ao longo do percurso e outros, que não conseguiam se aquecer completamente ou que não se haviam preparado convenientemente, acabavam pegando algumas delas para não sofrerem com o frio que parecia aumentar, principalmente quando tinham que andar.

No km 30 da maratona, eu também tive que andar um pouco e senti o quanto ficava frio nesses momentos; um acontecimento, porém, me motivou a voltar a correr, apesar do sofrimento: um jovem atleta brasileiro me bateu nas costas e disse: "Kubi, sou teu fã e leitor das tuas matérias no ativo, continue firme!"...ah, não deu outra: fui buscar lá no fundo da alma a energia que me fez continuar correndo até o final da prova...até o frio acabei esquecendo!

Peço também a esse amigo-atleta que me escreva para, da mesma forma, agradecer-lhe  pelo carinho e ajuda importantíssima que me proporcionou!

 
Colunista:  
Romualdo Romanovski Kubiak, que assina este artigo, tem 60 anos e é triatleta. Kubiak, como é conhecido, iniciou sua carreira esportiva aos 40 anos, quando aprendeu a nadar. Em 1991, descobriu e se apaixonou pelo Triathlon. Após muitas vitórias em provas de curta e média distância venceu, aos 50 anos, o seu primeiro Ironman. Atualmente, já encarou nove Ironman, tendo vencido três, e detém o melhor tempo (10h57min) entre todos os brasileiros acima de 50 anos que já participaram da final do mundial do Ironman no Havaí. Recentemente, começou participar de provas de Cross Triathlon, tendo representado o Brasil na final do XTerra 2007, no Havaí, terminando em 7º lugar. Pela suas contas, já percorreu entre 1991 e 2004 cerca de 120 mil km entre treinos e provas, quase três voltas ao mundo pela linha do Equador. Kubiak também ministra palestras e é patrocinado pela Poliaminoácidos Forten - Tury do Brasil, Clínicas Associadas Anna Aslan - Advil (ibuprofeno) e Associação dos Funcionários Públicos Municipais de São Bernardo do Campo.
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