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Pedalando na Nova Zelândia: um estilo de vida 
A minha proposta com este texto é motivar as pessoas que acreditam que é possível ter um transporte alternativo
6/4/2009 09:15  | Por Rodrigo Bini  bini.rodrigo@gmail.com 
 

Dia 24 de fevereiro de 2009. Meu primeiro dia em North Shore City, ao norte de Auckland, na Nova Zelândia, aonde vim realizar meus estudos de doutorado. Após muitas horas de vôo, minha primeira preocupação era fazer compras para passar os primeiros dias. Em um trajeto de aproximadamente dois quilômetros um aspecto me chamou a atenção: faixas verdes no chão com o desenho de uma bicicleta. Fiquei curioso seguindo minha caminhada ao supermercado.

No retorno para casa, ao cruzar uma faixa de pedestres, eis que vejo algo que me fez entender o que realmente era fazer da bicicleta um meio de transporte. Aquela faixa verde que me chamara a atenção assumia a frente da faixa limite para os carros no semáforo. Aqui há um espaço à frente dos carros para as bicicletas esperarem o semáforo abrir.

A empresa de transporte (Maxx) possui todo um sistema de inclusão das bicicletas no transito, por meio de ciclovias, como as das imagens acima, e ciclofaixas, onde a calçada é dividida entre pedestres e ciclistas.

Outras estratégias são os gabinetes para guardar as bicicletas nas estações de ônibus ($2,00 por dia), o aluguel de bicicletas (figura ao lado) e a possibilidade de entrar com a bike no Ferri (transporte marinho de passageiros) para sair de North Shore e ir para Auckland e as outras ilhas.

A minha proposta com este texto é motivar as pessoas que acreditam que é possível ter um transporte alternativo. Aqui eles também possuem uma frota elevada de automóveis e todos os dias pela manhã as vias expressas estão congestionadas. Dentre as principais razões está o baixo preço dos automóveis, visto que o governo neozelandês não cobra o IPI sobre compra e venda de veículos, mas apenas o GST (taxa sobre bens e serviços).

Inicialmente, escrevi este texto pensando na cidade no qual vivi 26 anos da minha vida, Porto Alegre. No entanto, vejo que tantas outras capitais brasileiras poderiam seguir este exemplo. Quantas das nossas capitais apresentam um quadro de caos no trânsito nos horários de maior movimento. O processo de educação para o trânsito e iniciativas como esta desenvolvidas pelo governo neozelandês poderiam amenizar a preocupante situação do transito brasileiro e tornar a bicicleta um meio de transporte sadio, limpo e viável.
 

 
Colunista:  
Rodrigo Rico Bini, estudante de doutorado na Auckland University of Technology - Nova Zelândia; Mestre em Ciências do Movimento Humano pela UFRGS - Brasil, membro do Grupo de Estudo e Pesquisa em Ciclismo, membro do Grupo de Pesquisa em Biomecânica e Cinesiologia da UFRGS. Websites:www.ufsm.br/gepec e http://sites.google.com/site/binirodrigo/
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