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José Rubens D'Elia: Tudo que é “over” estressa 
Quando temos paixão por uma atividade somos movidos por uma energia maravilhosa. Mas muitas vezes passamos da linha que separa superação do excesso
09/05/2011 10:49  | Por José Rubens D'Elia   
 

Sou um adepto convicto dos benefícios da corrida e sempre faço apologia dessa atividade física e de tudo que ela proporciona ao corpo e à mente.

Hoje, resolvi dar um intervalo para falar de outro aspecto importante: os malefícios do overtraining e da prática descomedida, acima dos critérios recomendáveis.

Quando temos “paixão” por uma atividade, física ou não, somos movidos por uma energia interna maravilhosa. Essa força é extremamente benéfica e produz resultados positivos, se tivermos noção do que é saudável evoluir, dos recordes que podem ser

batidos, sem comprometer o nosso limite físico.

Muitas vezes, passamos da linha tênue que separa “superação” do excesso.

Os primeiros indicadores de que algo não vai bem acontecem, quando no lugar do ânimo e disposição diária, uma preguiça não costumeira se instala antes do horário da corrida e do treino.

Por que esse fenômeno ocorre, fazendo com que algo tão prazeroso, estimulador, feito por escolha, amor proporcione sensações tão desagradáveis como essas de aversão, resistência e total desconforto?

As respostas estão, como sempre, dentro de nós.

Tudo que fazemos precisa ser compatível com o nosso limite. Podemos evoluir todos os dias, desde que respeitemos o quanto nosso corpo e nossa mente suporta de cada vez.

Todo treinamento de qualidade recomenda um dia de folga, justamente, para desligar o “botão” e proporcionar relaxamento e lazer.

Como treinador, além do dia de descanso, recomendo que meus atletas pratiquem outras atividades, além da corrida, para ter alternância e atuarem como hobby, proporcionando o equilíbrio, como nadar, pedalar entre outras.

Busque sempre à evolução, mas sabendo que “superação” é respeitar os limites, é evitar os excessos, é ter disciplina para o treinamento e para o dia de descanso. É saber que o rendimento evolui se obedecemos o natural do nosso corpo. E que o resultado pode ser totalmente reverso, com queda de desempenho, se não forem respeitados os limites do corpo.

Para correr bem e melhor, faça a sua pausa.

Confira artigos anteriores:

 

 
Colunista:  
José Rubens D’Elia é diretor da D’Elia Sports Consulting, assessoria de fitness e programas corporativos. Especialista em fisiologia do exercício, administração esportiva e treinamento psicofísico. Treinador de mais de 500 atletas profissionais e atletas corporativos. Entre eles: os velejadores Robert Scheidt e Lars Grael, os pilotos Bruno Senna, Christian Fittipaldi e Jean Azevedo. Comentarista e consultor da Rede Globo de televisão (tv aberta e fechada). É palestrante e consultor corporativo e esportivo. Autor dos livros “Fábrica de Campeões” e “Ciclismo - Treinamento, fisiologia e biomecânica”. Sites: www.deliasports.com.br   / www.globoesporte.com/folego
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