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Repórter Ativo

Passadas sob o sol (forte!) do Atacama

Depois de alguns anos me dedicando ao triathlon, tive minha primeira experiência na corrida de montanha em 2013. Desde então, correr uma prova no deserto sempre foi meu desejo.

Eu queria viver aquela imagem marcante de estar lá, sem referência, em meio aquelas dunas sem fim, sozinho. Naquele momento eu ainda tinha pouca (ou quase nenhuma) experiência em maratonas, mas sabendo do meu prazer imenso por desafios, um grande amigo me falou de uma tal maratona no Deserto do Atacama.

Pesquisando sobre o assunto, vi as demais adversidades da prova como a altitude, ser o deserto mais seco do mundo, os vários percursos em que a prova ocorre, enfim… Topei!

Posso garantir que, desde então, me entreguei a esse desafio. Não me canso de repetir que eu respeito sempre todas as provas que participo e também todos os competidores, mas nessa prova em especial eu tinha um ponto muito forte: eu queria muito estar lá e queria muito viver todo aquele desafio.

De lá para cá foram 14 meses de preparação, várias provas, alguns ótimos resultados, duas maratonas e excelente apoio de suplementação alimentar da 4 Fuel por trás e… chegou a hora!

Dada a largada, busquei me manter próximo ao segundo pelotão (já que os 3 primeiros colocados saíram extremamente fortes). Até o km 21, fui informado por um Staff de que eu era o 7º colocado, sendo que dois adversários estavam em meu campo de visão.

Eu me sentia incrivelmente bem e resolve arriscar. Sabia que eu podia ir mais além e fui! Eu havia feito alguns testes durante alguns treinamentos, com a suplementação para a prova, pois devido ao calor e clima extremamente seco, seria difícil tomar os tradicionais géis.

Levei dois mini galões (aproximadamente 300 ml cada) com uma dose especial de 4 Whey, 4 Recovery e 4 Bcaa, todos da 4 Fuel, congelados! Ao longo da prova, eles foram descongelando e deram a dosagem cravada para todo o percurso.

Poucos km depois eu já ocupava a quinta colocação de forma segura. Chegando ao km 29, comecei a me aproximar do quarto colocado e sabia que eu tinha apenas mais um quilômetro para buscar esta posição, pois logo a frente começariam as dunas e depois um trecho muito plano, onde todos que ali estavam iriam manter mais ou menos o mesmo ritmo devido ao desgaste e intenso do calor!

Apertei o ritmo, consegui assumir posição e cravei: esse lugar e meu e ninguém me tira!

Em minha cabeça, vinha somente o quanto eu havia lutado para estar alí. Passada as duríssimas e intermináveis dunas, sobraram pouco mais de 9 km até aquela inesquecível linha de chegada.

Cheguei forte, gritando, chorando, querendo mais e, como sempre, apontando o dedo indicador ao céu dedicando o momento mais especial da minha vida no esporte ao meu pai, que há pouco mais de 16 anos me acompanha lá de cima.

Assim como, me disse um grande amigo, quanto mais treinamos, mais sorte temos… se assim for, eu realmente tive muita sorte em ser o quarto melhor atleta dessa maratona, pois eu treinei muito!

Dia 07 de dezembro sempre será uma data especial para mim.

Por Arthur Borelli

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