Atenção com a 4ª modalidade no Ironman – a transição

Também considerada a quarta modalidade do triathlon, a transição do ironman é bem diferente das demais distâncias, ao mesmo tempo que tem uma menor importância em termos de tempo gasto em relação ao tempo final da prova, ela é fundamental para o comforto do atleta.

Como regra geral, quanto mais rápido for o atleta, maior a importância da transição em seu resultado geral, pois cada minuto pode significar aquele lugar no pódio ou uma vaga para Kona. A transição também pode fazer parte da estratégia da prova, como descansar no início do ciclismo até que um grupo lhe ultrapasse em um ritmo que você consiga acompanhar.

Porém, tratando de atletas iniciantes, a transição tem um impacto no sentido oposto. Uma transição rápida pode resultar em tempo perdido durante o ciclismo ou a corrida, caso você venha ter problemas com o material utilizado.

Geralmente, o desconforto é a principal causa desse problema. Bolhas, assaduras, dores, tudo pode ser evitado com planejamento e cuidado.

Confira abaixo algumas dicas e considerações que fazem parte das transições 1 e 2, e do ritual pré-prova em um Ironman para iniciantes ou para atletas que nunca se preocuparam com isso.

Pré-prova e special needs bag

Quem já competiu um ironman sabe que a parte logística de nutrição e equipamento da prova pode ser bastante complexa, afinal são calorias para todo o dia de prova, equipamento para modalidades diferentes, e alguns “extras” que só a prova de ironman pode oferecer dentro do mundo do triathlon, como os special needs bag, uma sacola individual que você tem acesso na metade do percurso no ciclismo e na corrida.

Começando pela organização pré-prova, é importante que você já deixe sua cidade rumo a Jurerê com todo o equipamento necessário para a prova, incluindo as calorias, seja gel, sais minerais e os compostos de calorias que diluem na água. Use a EXPO para comprar apenas presentes e materiais para treinos futuros.

Já os special needs podem ter diversas finalidades, de uma forma geral eles são usados como abastecimento de calorias, no formato de gel, caramanholas, sanduíches, barrinhas e demais alimentos que você não quer carregar pela primeira metade da prova para usar somente na segunda.

Outra opção são os atletas que usam a special needs para solucionar problemas, como band-aid ou vaselina no caso de feridas e bolhas, ou roupas para frio, para ter comforto em completar a segunda parte da corrida no escuro e temperatura baixa de Florianópolis.

IMPORTANTE!! Saiba que é normal que os voluntários a meio de tantos atletas não consigam achar sua sacola no special needs do ciclismo a tempo de lhe entregar, tenha paciência e pare sua bike, até que encontrem, não deixe de pegar seu special needs para economizar alguns segundos.

Transição 1

Um fato importante é a liberação ou não da roupa de neoprene. Caso liberada, ela permite que o atleta utilize o material de ciclismo por debaixo da roupa, o que não seria possível sem o neoprene, pois os bolsos presentes nos macaquinhos de triathlon não são velozes para a parte da natação, segurando bastante o atleta na água.

Porém, devido a temperatura ambiente, é preciso ter cuidado com o fato de que nadar com sua camisa de triathlon ou macaquinho vai significar passar bastante frio no início do ciclismo, um fato importante a se considerar. Trata-se de algo bem individual em relação ao quão prejudicial isso pode ser. Alguns atletas não se importam, enquanto outros são forçados a abandonar a prova devido à hipotermia.

Em relação a que tipo de roupa utilizar, sugiro seguir o que faz nos treinos, ou seja, bermuda e camisa de ciclismo, o conforto da bermuda e a comodidade de bolsos na camisa, vale a pena em uma prova tão longa.

Transição 2

Troque-se totalmente, correr em roupas frescas é extremamente mais confortável, e de certa maneira faz o atleta se sentir bem melhor do que utilizar o mesmo uniforme para toda a prova. Corra com o mesmo material que é utilizado em seus longos de corrida, mesmo tênis, short e camiseta, não utilize nada novo no dia da prova. Meias secas também são fundamentais para evitar bolhas, que literalmente podem lhe parar na corrida dependendo da gravidade.

Uma outra dica que irá lhe economizar alguns segundos, mas sem deixar de lhe oferecer tudo o que precisa fazer na transição, é utilizar uma sacola plástica dentro da sacola de transição, onde você pode colocar diversos itens soltos que seria preciso organizar de forma individualmente dentro da transição. Itens como vaselina, gel, óculos de sol, boné, cápsulas de sal, número, e qualquer outro tipo de material de tamanho pequeno, que seja possível de ser trabalhando enquanto você corre.

Visualização

Tenha exatamente em mente o que você irá fazer na transição. Organize sua sacola de tal maneira para facilitar a ordem deste processo. Por exemplo, todo o material que você irá guardar ou vestir primeiro, é colocado por último na sacola.

Além disso, nos minutos finais das disciplinas anteriores, faça um processo de visualização da transição, assim que estiver perto da areia na natação, já visualize todo o processo ocorrendo de forma natural e eficiente, sem pressa, porém sem perda de tempo. Faça o mesmo nos quilômetros finais do ciclismo.

E lembre-se, segundos salvos na transição, podem significar minutos (ou horas!) perdidos durante a prova.

Bons treinos!

Confira:

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