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Francês bate recorde em ultra de 166 km por três países

O francês François D’Haene superou o solo molhado e os ventos fortes para vencer a 15ª edição da Ultra-Trail de Mont-Blanc, ultramaratona que passa por montanhas da França, Itália e Suíça.

D’Haene tornou-se o dono da melhor marca da Ultra-Trail de Mont-Blanc na distância atual de 170 km. Ele concluiu o trajeto em 19h01min32s (a marca anterior pertencia a ele mesmo e era de 20h11min44s). O segundo colocado foi o espanhol Kilian Jornet Burgada, com o tempo de 19h16min38s. O americano Tim Tollefson, com a marca de 19h53min00s, completou o pódio.

O ponto de partida e chegada da UTMB, como é conhecida a ultramaratona europeia, é Chamonix, na França. 166,9 km (a distância final sofre pequenas alterações a cada ano de acordo com as condições da região), passagens pelos dois países vizinhos e condições adversas separaram o início e o fim da prova. Alguns competidores se viram obrigados a passar duas noites nas montanhas em razão das condições climáticas.

“Nunca digo que é normal quando eu venço. É uma combinação de muitos fatores e muitas coisas, e tudo isso me deixa feliz hoje. Tenho muita experiência agora. Procuro progredir e me aprimorar no trail running, mas a surpresa foi incrível. Estou muito feliz por essa vitória”, disse.  

 

 

Nem crise de asma impede vitória de espanhola

Segunda colocada em duas edições anteriores da UTMB, a espanhola Nuria Picas finalmente subiu ao lugar mais alto do pódio em Chamonix. Seu caminho para a vitória, entretanto, não foi nada tranquilo.

Picas enfrentou uma crise de asma durante o trajeto. Na longa subida de La Flégère, ela sentiu a falta de ar e viu a boa vantagem que havia construído nos primeiros 150 km diminuir. A suíça Andrea Huser aproveitou a queda de ritmo da adversária e terminou a 2min30 da espanhola.

Assim que confirmou sua vitória, com 25h46min42s, Picas chorou copiosamente e não escondeu o alívio por manter a primeira colocação mesmo com os problemas respiratórios.

“Estava um pouco frio lá em cima [na montanha]. No final, tive problemas com a minha respiração. Foi muito difícil descer, já que eu não conseguia respirar. Eu tinha 45 minutos de vantagem sobre a Andrea Huser e, no final, terminei a menos de 3 minutos dela. Foi difícil chegar até Chamonix”, afirmou.

Pedro Lopes

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