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Carboidratos à noite: pode ou não?

Carboidratos à noite: pode ou não?

Antes de responder a pergunta, é importante esclarecer que não é correto associar a palavra “carboidrato” como se estivéssemos nos referindo a um grupo de alimentos.

O carboidrato é um nutriente, assim como a proteína e a gordura. O certo é dizer alimentos fonte de carboidrato, pois o nutriente que têm em maior quantidade é o carboidrato.

Muitos alimentos considerados “carboidratos” são sabotados, pois são ricos em gordura, que realça o sabor, o aroma e a textura sem agregar volume. Ela, sim, é responsável por muitas das vilanias pelas quais os alimentos ricos em carboidratos levam a fama.

Alguns exemplos: macarrão com molho de tomate (e muito queijo ralado), pãozinho de manhã (que sempre tem manteiga ou margarina), pizza de muçarela (em que sempre vai um fio de azeite ou mais). Destaquei nos parênteses os alimentos ricos em gordura, que geralmente não são levados em consideração e são os maiores responsáveis por um potencial acúmulo de gordura.

Para ter um organismo funcionando de forma equilibrada, os alimentos fonte de carboidrato devem preencher em média 60% do valor calórico total do nosso dia, distribuídos entre as refeições ao longo do dia com 3 ou 4 horas de intervalo.

 

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Carboidrato, combustível para a vida

Nosso metabolismo funciona como se fosse uma fotografia, na qual existe uma relação imediata do volume de nutrientes ingerido com o volume de nutrientes necessário.

Comemos um alimento, mastigamos, digerimos e absorvemos seus nutrientes, que passam por uma espécie de adequação no fígado até serem finalmente utilizados pelo organismo.

Os carboidratos são os primeiros a serem digeridos e absorvidos porque são o maestro energético do nosso organismo. Não podemos ficar sem ele, principalmente se for uma pessoa com hipoglicemia, que pode até morrer se estiver em uma crise e não for tratada com urgência. Em seguida, o corpo processa as proteínas e as gorduras. Feita essa absorção, se houver sobra de qualquer um deles, haverá formação e reserva de gordura.

Quando há ausência do carboidrato, nosso corpo tem meios de se defender e consegue o carboidrato por meio das proteínas da massa muscular, para fornecer a glicose necessária. Porém, isso gera um custo energético e metabólico muito alto e com uma alta formação de resíduo tóxico — a amônia. Portanto, se deseja seguir uma dieta restrita de carboidratos, sempre procure ajuda profissional.

Os textos, informações e opiniões publicados nesse espaço são de total responsabilidade do autor. Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Ativo.com

Sobre o autor

Mariana Klopfer

Mariana Klopfer é formada em nutrição pela Universidade de São Paulo (USP) e diretora clínica da Nutricius - Nutrição Esportiva... VEJA MAIS

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