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Correr sem impacto é impossível e nem seria bom

Correr sem impacto é impossível e nem seria bom

Correr sem impacto é impossível — e posso afirmar que nem seria tão bom assim. Afinal, é o impacto que promove, para a estrutura esquelética, os estímulos para as células ósseas (osteoblastos), captando o cálcio da corrente sanguínea e levando para os ossos, deixando-os mais fortes e saudáveis.

O pico de massa óssea é geralmente alcançado aos 30 anos e, por volta dos 40 anos, o organismo passa por um processo de diminuição da massa óssea. A mulher, por conta da menopausa, fica mais vulnerável à osteoporose pela mudança do padrão hormonal.

Toda essa linha de pensamento chega no ponto que todo corredor teme: o risco de lesão. Um percentual de 92% de corredores se lesionam durante a vida (Lopes A., 2014) e o objetivo aqui é mostrar o que pode ser feito para evitar isso. O caminho seria aliar melhor qualidade de vida ao sistema esquelético, afastando grandes problemas na melhor fase das nossas vidas, que é a melhor idade.

A técnica de corrida tem um papel importante nessas consequências tão distintas para o praticante. A corrida silenciosa é sinônimo de melhor técnica, menos impacto, menos desperdício de energia. Afinal, toda a energia colocada na aterrissagem no solo é recebida pelo corpo no processo natural de reação alinhada com a tão conhecida por todos nós, a terceira Lei de Newton que afirma que toda ação corresponde a uma reação de igual intensidade.

 

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Fique atento ao uso de acessórios, como fones de ouvido, por exemplo. Com ele, o praticante fica muito absorto com a música que, claro, traz estímulos positivos, mas por outro lado, pode acabar se descuidando da técnica, reduzindo a qualidade da aterrissagem, o famoso bate-pé. Exercícios educativos podem ser relevantes para evoluir essa técnica e mantê-las. Caminhar descalço para criar adaptabilidade para todas as percepções dos pés e movimentos específicos de entrada e saída do solo é outra técnica que pode ser usada para adaptação.

Tenho visto muitas informações na internet defendendo que o impacto da corrida é proporcional ao peso corporal do corredor. É preciso ter cautela nessas conclusões; afinal, a técnica faz toda diferença nesse impacto recebido pelo corpo depois de tocar o solo. Automaticamente, esse impacto será modificado conforme o corredor for evoluindo a sua técnica na corrida.

Bons treinos!

Os textos, informações e opiniões publicados nesse espaço são de total responsabilidade do autor. Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Ativo.com

Sobre o autor

Adriano Cunha

Fundador e CEO da Upper Run (www.upperrun.com.br), formou-se em Educação Física e atuou como personal trainer e em cargos de liderança por 8 anos no Instituto Levitas. Além disso, traba... VEJA MAIS

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