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Lesões: aprenda a ouvir seu corpo para entender se é preciso parar

Lesões: aprenda a ouvir seu corpo para entender se é preciso parar

Lesões na corrida fazem parte da vida de quem a pratica. Alguns sofrem mais, outros menos. Mas no final quase todo mundo já se machucou  que impediu de treinar por algum tempo. 

O mais difícil é saber quando pode treinar com aquela dor que você sabe (ou acha) que vai melhorar e quando é preciso parar. No início, pelo nosso amor ao esporte, sempre achamos que é apenas mais uma dorzinha que incomodou um pouco e vai melhorar. Aí que as lesões na corrida aparecem para testar nossa paciência. 

Existe a dor do bem? Existe, embora ela não seja totalmente do bem, pois pode interferir no desempenho do atleta. Na verdade é uma dor em resposta a um estímulo, que se houver repouso adequado e alimentação apropriada, vai melhorar nosso desempenho. Os americanos chamam de DOMS (delayed onset muscle soreness), que é uma dor com início tardio, que aparece geralmente 24 hr após o exercício realizado.

Porém, uma dor de leve a média intensidade pode refletir uma alteração importante. Foi o que aconteceu comigo: eu sentia uma dor no quadril direito logo depois de um treino de ciclismo. Fiz uma ressonância magnética e não havia nenhum problema aparente. Realizei outra, e acusou tudo dentro da normalidade. Conversei com o chefe do setor de uma grande empresa diagnóstica, e fizemos um exame especial, onde ao invés de durar 30 minutos, durou 90. Aí a lesão apareceu. 

Estava no melhor momento da minha vida. Corri uma prova de 10 km de uma famosa loja de vestuário esportivo e cheguei em décimo sexto na minha categoria. Meu ciclismo estava excelente, melhor do que a corrida. Estava inscrito pra uma prova de Ironman 70.3 em Buenos Aires em novembro, com a esperança de ficar entre os 10 primeiros da minha categoria. Podia esperar, e operar mais tarde, sabendo que a lesão poderia piorar.

Se eu fosse um atleta profissional, provavelmente teria adiado a cirurgia. Como um mero amador, apaixonado pelo esporte, mas muito mais preocupado com a minha saúde, engoli minha frustração e fomos escarar o bisturi pela quarta vez, mesmo com a inscrição feita e com passagens e hotel pagos. Afinal, nenhuma prova é mais importante do que uma possível sequela de uma lesão negligenciada. Vida que segue.

Assim como todas as outras provas, que vão ocorrer no ano que vem. Por isso, saiba ouvir seu corpo e entender o que ele necessita para se recuperar. Pare se for preciso, procure ajuda profissional e evite postergar um incômodo que pode se tornar um problema para sua continuidade na corrida, no ciclismo ou em qualquer outro esporte. 

Os textos, informações e opiniões publicados nesse espaço são de total responsabilidade do autor. Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Ativo.com

Sobre o autor

Fellipe Savioli

Triatleta amador, Fellipe Savioli é médico pós-graduado em medicina esportiva pela UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo (SP), pós-graduado em nutrologia pela ABRA – Associaç... VEJA MAIS

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