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Dependentes da Corrida

Um animado locutor acostumado a narrar grandes provas, música, fisioterapeutas a postos em suas macas prontas para fazerem massagens, comida natural, tenda para chip de cronometragem, alongamento coletivo, largada oficial, pórtico de chegada, área de premiação, fotógrafos e câmeras. Cobertura de uma grande corrida? Na verdade, a reunião de 20 “malucos” por corrida, ou esportes, como seria mais correto descrevê-los, que fazem parte do Cartel Endorfina, uma “sociedade paralela” criada pela Nike para abrigar os fanáticos pela pratica esportiva como eles.

Como uma nova desculpa para correr nunca é demais, decidiram organizar uma competição entre eles, que terá como última disputa a Corrida Nike 10k, no dia 11 de novembro. O grupo do Cartel Endorfina já conta com mais de cinco mil inscritos para a prova.

Nesta quarta-feira, o encontro foi no Jóquei Clube de São Paulo. Em uma surpreendente noite fria na capital paulista, eles chegavam no horário para participarem da segunda etapa da competição entre os fundadores do Cartel – a primeira foi no Ibirapuera, no dia 2 de outubro. À infra-estrutura de uma prova “de verdade” acrescenta-se alguns estímulos extras pensados para motivar – como se precisasse – ainda mais o grupo, como a camisa amarela para o líder da disputa, nos moldes da premiação do tradicional Tour de France.

No grupo, além dos corredores exclusivos, há imigrantes de outros esportes e vários triatletas. No grupo misto de mulheres e homens, idades e profissões bem variadas, em comum mesmo só a paixão por praticar um esporte. Entre os imigrandes de outros esportes, por exemplo, está uma ex-jogadora da seleção brasileira de Pólo Aquático. Cristina Beer (à equerda na foto), engenheira civil de 26 anos, chegou ao grupo levada pela amiga Renata Bittar (ao centro), uma dentista-gerente de marketing de 31 anos completamente louca por corrida, que começou no esporte quando ele ainda estava muito longe de virar moda. Aliás, Renata ainda é ‘culpada” de levar mais outras duas amigas para o Cartel (na foto, a outra vítima, Mariana Piza).

Elas também se reúnem para participar de outras provas juntas, como a Volta à Ilha, em Florianópolis, e a Maratona de Revezamento Maresias-Bertioga. “Correr é hoje uma dependência psicológica para mim”, revela Renata. “E para muitos corredores que conheço”.

Até o início da prova, a camisa amarela feminina estava com a pedagoga Daniela Friso, que para a disputa do Jóquei não estava muito esperançosa, por conta de um machucado no joelho. Como previu, não conseguiu vencer, mas completou as duas voltas na pista de areia do Jóquei – 3,8 km – em quarto, garantindo a posição de vice no torneio e na briga pela camisa amarela, que transferiu para a empresária da área de moda Carla Giorgi, de 42 anos, que começou a correr faz apenas quatro anos, e somente para se entreter no período que os dois filhos estavam fazendo suas atividades no Clube. Coisa do passado. Hoje, Carla treina firme e é completamente apaixonada pela corrida. “Depois da paixão pelos meus filhos, vem ela”, brinca.

A briga pela camisa amarela – A rivalidade pela camisa amarela pode ser só fachada, na verdade parece um grupo de velhos amigos – alguns são – em um grande happy hour. Porém, na pista a história muda um pouco. O momento é realmente levado a sério pelo grupo. “Fico completamente focada, no momento que estou correndo tenho uma gana muito grande, quero fazer o meu melhor”, diz a campeã Carla.

Entre os homens, muitos triatletas, com histórico de outros esportes na infância, como judô e tênis. O primeiro a vestir a camisa amarela de líder foi o advogado Diogo Nébias, de 26 anos, que conseguiu permancer com ela após a disputa desta quarta à noite no Jóquei. Diogo chegou em quarto, o suficiente para manter a pontuação mais alta. No pé de Diogo agora está o administrador Eduardo Fernandes. A peleja entre os dois vai ter continuidade no próximo dia 27, numa disputa que está sendo organizada nas trilhas da Cantareira. Na verdade, qualquer um dos outros corredores está no páreo, já que a disputa apenas começou. O publicitário Marcelo Apovian venceu a prova do Jóquei, assumiu a quarta colocação geral, empatado com Gustavo Albuquerque. Agora é esperar pela chegada da terceira desculpa que arrumaram para se encontrarem de novo e fazer uma das coisas que mais gostam, correr.

O ativo.com vai acompanhar a disputa paralela desse pequeno grupo de apaixonados por corrida, que podem muito bem traduzir a paixão de muitos leitores pelo esporte. São histórias interessantes de como a corrida entra e passa a fazer parte do estilo de vida de pessoas completamente distintas. Para os que ainda não foram contanimados e o Cartel parece coisa de maluco, fica a inspiração para descobrir a alegria de ter a paixão por um esporte.

Classificação Geral Torneio Carnel Edorfina

Masculino
Diogo Nébias, 21 pontos
Eduardo Fernandes, 19 pontos
Luis Tavares, 18 pontos
Gustavo Albuquerque e Marcelo Apovian, 14 pontos

Feminino
Carla Giorgi, 25 pontos
Daniela Friso, 21 pontos
Renata Bittar, 17 pontos
Ligia Nerici, 15 pontos
Thelma Filipovitch, 14 pontos

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