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5 passos para sentir o runner’s high, a brisa da corrida

Foto: Shutterstock

A “brisa da corrida” e o barato da corrida são expressões usualmente faladas para descrever o estado de euforia e contentamento misturado a excitação e relaxamento que muita gente sente ao correr. Você conhece essa sensação? Já sentiu alguma vez? Pois é, a corrida é pura química!

Não existe um treinamento que aumente a liberação de determinado neurotransmissor e faça você sentir esse high sempre que quiser. Porém, vamos dar uma mãozinha para você alcançá-lo com mais frequência nas sua corridas. 

5 passos para você sentir a “brisa da corrida”

  • Treine com constância 

Assim como coração e músculos devem ser treinados, com o cérebro é a mesma coisa. Com o aumento da rodagem e da velocidade, naturalmente você fortalece e reforça todos esses sistemas cerebrais que ativam o runner’s high. Quanto mais disciplinado for nos treinos, mais resultados terá.

  • Mantenha-se focado

Durante a corrida, permaneça em silêncio observando a respiração, os movimentos do corpo enquanto você corre. Tente correr sem música e observe-se em movimento. Esteja presente no aqui e no agora. É um grande diferencial que pode fazer com que você sinta esse barato com mais frequência.

  • Medite fora das pistas

O ato de se manter em silêncio, sentado por alguns minutos, trará grandes efeitos sobre a corrida. As substâncias que são liberadas durante a corrida também são liberadas durante a meditação. “Com a prática da meditação você modificará seu cérebro, principalmente em relação a estruturas que estão ligadas ao estresse. Quanto mais estressado, mais difícil sentir o runner’s high”, ensina Valéria.

  • Trate seu corpo direito

Crie a melhor atmosfera para sentir o runner’s high. Não espere que ele seja a cura para todos os desconfortos que você possa sentir durante a corrida e cuide-se para apreciá-lo. Não deixe de aquecer por 15 ou 20 minutos antes de começar o treino, coma adequadamente e mantenha-se hidratado.

  • Faça mais corridas ao ar livre

Crie novas metas todas as semanas em vez de fazer o mesmo dia após dia na tentativa de repetir um high. Mude o ambiente, procure novos lugares para correr. Correr ao ar livre é uma boa pedida, pois estimula uma conexão maior com o meio.

 

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Gatilhos: os neurotransmissores

Pode ser um pouco desconcertante pensar que nosso bem-estar mental está sujeito ao fluxo e refluxo de produtos químicos em nosso cérebro, mas é o que acontece. Conheça os principais responsáveis por esse barato da corrida:

Serotonina

Associada ao bem-estar durante o movimento, tem um importante papel na regulação do sono, no controle de temperatura e no apetite. Uma baixa quantidade de serotonina no organismo está relacionada a quadros depressivos.

Fenilalanina

É um neurotransmissor estimulante que está relacionado com o aumento da agilidade mental, principalmente após a corrida.

Endorfina

Ela é o nosso analgésico natural, pois regula a ansiedade e tem sido relacionada também à melhora de todo o sistema imunológico. As endorfinas são liberadas durante a corrida, mas seus efeitos persistem por horas e horas.

Dopamina

É um neurotransmissor responsável pela melhora do humor durante e após a corrida. Quando está elevada aumenta a sensação de prazer e motivação no corredor. Baixas concentrações de dopamina têm sido relacionadas a distúrbios motores como a doença de Parkinson.

Feniletilamina

É uma substância igualmente liberada durante a corrida e é bastante conhecida como o hormônio da paixão, do amor (está nos chocolates também), responsável pela melhora do humor, bem-estar e felicidade.

Anandamida

É uma substância da classe dos endocanabinoides. Sua liberação influencia o apetite, a dor, a memória e o humor. A anandamida foi a grande descoberta dos últimos anos e tirou da endorfina os “louros” de ser a única responsável pela felicidade pós-corrida — runner’s high.

Leptina

Apesar de ser um hormônio e não um neurotransmissor, é liberada durante a corrida e pode ajudar nesse “barato”. A leptina age principalmente nos neurônios que liberam a dopamina e está relacionada também à sensação de saciedade alimentar, agindo no sistema de recompensa do cérebro.

 

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