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Eu fui! Maratona de Tóquio 2016

Comecei a correr em 2007 e desde lá estabeleci um objetivo pessoal que era participar de maratonas em todos os continentes. Desde então, corri as maratonas de Amsterdã (Europa), Santiago (América do Sul) e Boston (América do Norte). Como sempre fui muito interessado pela cultura oriental, em especial pela japonesa, após correr em Boston decidi que a Ásia seria o meu próximo destino.

Não foi nada fácil inscrever-me para a Maratona de Tóquio, que seria realizada em fevereiro, porque são muitos interessados para poucas vagas. Há muitas vagas para corredores “semi-elite”, com tempo inferior a 2h55min, mas, infelizmente, meu melhor tempo em maratonas havia sido 2h59min. Para corredores na categoria geral as chances são bem menores, já que há quase meio milhão de interessados para menos de 40 mil vagas.

Quando recebi o resultado do sorteio, descobri que não havia sido sorteado – e pensei que fosse o final do objetivo que estabeleci. Mas descobri que havia outra forma de entrar, por meio de doação para ONGs japonesas. Eu seria um “charity runner”. Apesar de a doação mínima ser de 4 mil reais, não pensei duas vezes, pois acredito que não há preço para nossos sonhos. Além disso, correr ajudando outras pessoas é mais um motivo para enfrentar o desafio.

Motivação
Durante a preparação, percebi que havia algo errado com minha perna esquerda quatro meses antes da prova. Fui ao médico e fiz uma ressonância magnética, o diagnóstico veio como um soco no estômago: fratura por estresse na tíbia esquerda. A recomendação de tratamento era clara: 90 dias sem treinar (após cessar a dor), além da recomendação – que eu não segui e que não indico para ninguém – de não participar da maratona.

Mesmo sem ser fácil aceitar, respeitei os primeiros 50 dias sem treinar. Durante esse período continuei com musculação e bicicleta – que nem de perto satisfaziam minha vontade psicológica de praticar atividade física. Faltando um pouco mais de um mês para a maratona, retomei as corridas num ritmo bem mais leve, com curtas distâncias e sempre em superfícies de pouco impacto. Uma semana antes da maratona, corri pela primeira vez 10 km depois da minha lesão.

Apesar de reconhecer que essa preparação estava longe do que eu gostaria, nunca perdi a fé que iria completara a corrida, porque havia uma motivação maior ainda que pulsava dentro de mim: pedir minha namorada em casamento ao final da maratona. A corrida sempre foi algo importante para mim e para ela e também um dos assuntos que nos aproximou. Enquanto arrumava as malas para a viagem, já deixei o calção da prova com as alianças dentro.

A prova
Um dia antes da prova, acompanhei a minha namorada na “Friendship Run”, que é uma corrida de 5 km da mesma organização da maratona e cujo percurso termina exatamente no final de onde eu correria na manhã seguinte.

No dia seguinte, era a minha vez e foi tudo dentro do esperado até o meu relógio parar de funcionar e eu ter que correr fazendo cálculos de tempo x distância para conseguir somar o meu tempo final, que foi de 3h22min58s. O trajeto foi bem e o percurso foi um show de história japonesa. Passei por tantos pontos turísticos que em alguns momentos eu até me desconcentrava para conseguir olhar as torres, os palácios, as pontes e tantos outros pontos que deixam de boca aberta qualquer um.

Assim que cruzei a linha de chegada, tirei do calção as alianças e pedi a minha namorada em casamento. Depois almoçamos na feira que tinha perto da chegada e fomos para o hotel descansar, arrumar as malas para pegar o voo até Singapura. E essas foram uma das duas maiores experiências da minha vida!

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