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A Maratona na Olimpíada 2012

RESULTADO

 

Maratona Masculina
Ouro – Stephen Kiprotich (Uganda) – 2h08m01s
Prata – Abel Kirui (Quênia) – 2h08m27s
Bronze – Wilson Kipsang Kiprotich (Quênia) – 2h09m37s

5- Lugar – Marilson dos Santos (Brasil) – 2h11m10s
8- Lugar – Paulo Roberto de Paula (Brasil) – 2h12m17s
13- Lugar – Franck Caldeira (Brasil) – 2h13m35s

Stephen Kiprotich, de Uganda surpeendeu com 2h08min01 e chegou na frente de quenianos e etíopes favoritos. Abel Kirui (2h08min27) e Wilson Kipsang Kiprotich (2h09min37), ambos do Quênia ficaram com prata e bronze.
Marilson Gomes do Santos fez ótima prova e chegou na quinta colocação, com 2h11min10, ultrapassado pelo americano Mebrahtom Keflezighi nos últimos metros para a chegada.
Os outros brasilerios, Paulo Roberto de Almeida (2h12min17) e Franck Caldeira (2h13min35) terminaram em oitavo décimo terceiro lugares.

 

A Maratona em Londres

Os Jogos Olímpicos costumam reservar a última modalidade de corrida do atletismo, a Maratona, para o encerramento da Olimpíada – únicas provas de atletismo do dia, junto com Pentatlo Moderno. Esse ritual é um sinal de respeito e homenagem à história dessa corrida de 42,195 quilômetros, distância percorrida por um soldado para comunicar a vitória de seu exército numa batalha (leia História abaixo), verdadeira alma do esporte e superação.
Prévia da festa oficial, a entrada do líder da Maratona no estádio, ovacionado como um herói durante a chamada volta olímpica pela pista de atletismo, é um momento único para o publico mundial.
Nos Jogos de Londres 2012, os favoritos são os quenianos, com Emmanuel Mutai, e os etíopes, com Wilson Kiprop.

O Brasil chega representado por Marílson Gomes dos Santos, Franck Caldeira e Paulo Roberto de Almeida. Adriana Aparecida da Silva já correu a prova feminina, dia 5 de agosto, e ficou com a 47- posição.

Conheça um pouco de cada um deles, pelo jornalista Gilberto Ungaretti.

 

MARILSON GOMES DOS SANTOS
Aos 35 anos (nasceu no dia 6/8/1977), nosso principal maratonista promete ser uma das estrelas do Brasil em Londres. No ano passado, foi o melhor “não africano” no ranking mundial da maratona. Segundo o seu técnico, Adauto Domingues, deverá brigar com os quenianos e etíopes por uma medalha nos 42 km pela capital inglesa, embora essa missão seja muito difícil. É corredor de 2h06, tempo conquistado em Londres em 2011.
Experiência internacional: tem de sobra
Preparação para Londres: muito boa
O que esperar: top 5 é mais provável

 

PAULO ROBERTO DE ALMEIDA
Aos 33 anos, o atleta do Cruzeiro de Belo Horizonte chega a Londres credenciado por uma ascensão espantosa e fulminante na maratona. Bom corredor de provas de 10 km, distância em que construiu uma história ao lado de seu irmão gêmeo, Luiz Fernando, estreou nos 42 km em Amsterdã, no ano passado, e de cara obteve o índice olímpico, correndo a prova em 02h13min15. Neste ano, melhorou o seu tempo duas vezes: 2h11min51 em Barcelona e 2h10min23 em Pádova, na Itália.
Experiência internacional: pouca
Preparação para Londres: boa
O que esperar: dificilmente ficará entre os dez melhores

 

FRANCK CALDEIRA
A caminho de segunda Olimpíada, o mineiro, de 29 anos, marcou seu recorde pessoal na Maratona de Milão (2h12min03), depois de fazer boa preparação com seu treinador, Ricardo D’Angelo. Em 2007, então campeão da corrida de São Silvestre, surpreendeu ao vencer os 42 km nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, com o tempo de 2h14min03. Nos Jogos Olímpicos, o buraco é mais em cima.
Experiência internacional: média
Preparação para Londres: boa
O que esperar: deve apenas honrar o ideal olímpico

 

 

 

Maratona Feminina (05 de Agosto)
Ouro – Tiki Gelana (Etiópia) – 2h23m07s (Recorde Olímpico)
Prata – Priscah Jeptoo (Quênia) – 2h23m12s
Bronze – Tatyana Petrova Arkhipova (Rússia) – 2h23m29s

47 Lugar – Adriana Aparecida da Silva (Brasil) – 2h33m15

 

ADRIANA APARECIDA DA SILVA
A atleta do Pinheiros/Asics garantiu vaga nos Jogos Olímpicos de Londres ao correr os 42 km em 2h29min17, na Maratona de Tóquio. Antes, havia vencido a maratona do Pan de Guadalajara em 2h36min37. Aos 30 anos, para não decepcionar em Londres, fez a sua preparação treinando na altitude de Paipa, na Colômbia, e depois na Suíça. Seus tempos, porém, não permitiram maiores sonhos na capital inglesa.
Experiência internacional: bem pouca
Preparação para Londres: boa
O que esperar: sem chances de chegar ao top 10

 

 

HISTÓRIA DA MARATONA  (in Wikipédia)
A Maratona é uma das provas mais longas, desgastantes e difíceis do atletismo olímpico. Ela é disputada na distância de 42 195 m (42,195 km) desde 1908. É tradicionalmente o último evento dos Jogos Olímoicos. No ano de 490 a.C. quando os soldados atenienses partiram para a planície de Marathónas para combater os persas na Primeira Guerra Médica, suas mulheres ficaram ansiosas pelo resultado porque os inimigos haviam jurado que, depois da batalha, marchariam sobre Atenas, violariam suas mulheres e sacrificariam seus filhos.
Ao saberem dessa ameaça, os gregos deram ordem a suas esposas para, se não recebessem a notícia da sua vitória em 24 horas, matar seus filhos e, em seguida, suicidarem-se.
Os gregos ganharam a batalha, mas a luta levou mais tempo do que haviam pensado, de modo que temeram que elas executassem o plano. Para evitar isso, o general grego Milcíades ordenou a seu melhor corredor, o soldado e atleta Filípedes, que corresse até Atenas, situada a cerca de 42 km dali, para levar a notícia. Filípides correu essa distância tão rapidamente quanto pôde e, ao chegar, conseguiu dizer apenas “vencemos”, e caiu morto pelo esforço.
No entanto, Heródoto conta que, na realidade, Filípides foi enviado antes da batalha a Esparta e outras cidades gregas para pedir ajuda, e que tivera de correr duzentos e quarenta quilômetros em dois dias, voltando à batalha com os reforços necessários para vencer os persas
Renascimento
Seja como for, cerca de 2400 anos mais tarde, em 1896, nos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, Filípides foi homenageado com a criação dessa prova cuja distância era de 40 km, mas que desde 1908 está estipulada em 42,195 km.
Em 1896, durante os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, Filípides foi homenageado com a criação da prova. No início, a distância a ser percorrida era de cerca de quarenta km, a mesma que separava Maratona de Atenas. O grego Spiridon Louis foi o primeiro campeão olímpico de maratona. Na edição de Estocolmo 1912, o português Francisco Lázaro morreu durante a prova.
Nos Jogos de 1948 em Londres, a distância da maratona olímpica foi estabelecida. Até aí, a distância era variável, embora sempre próxima dos quarenta km. Para que a família real britânica pudesse assistir ao início da prova do jardim do Palácio de Windsor, o comitê organizador aferiu a distância total em 42 195 metros, que continua até hoje.
A mais antiga maratona anual do mundo é a Maratona de Boston, nos EUA, disputada em todo feriado do Dia do Patriota, na terceira segunda-feira de abril, desde 1897.
As maiores maratonas mundiais constituem o circuito World Marathon Majors (WMM), estabelecendo um prêmio no valor de um milhão de dólares para o melhor classificado feminino e masculino, no final da temporada.
Pertencem ao WMM as maratonas de Boston, de Londres, de Berlim, de Chicago e de Nova York.
Atualmente, o recorde mundial pertence ao queniano Patrick Makau, que no dia 29 de Setembro de 2011, em Berlim, estabeleceu o tempo de 2h 03m 38s.
Mulheres
A primeira prova oficial de maratona feminina foi nos Campeonatos da Europa de Atletismo em Atenas em 1982, prova ganha pela atleta Rosa Mota.
A maratona feminina foi introduzida nos Jogos de Los Angeles em 1984. A portuguesa Rosa Mota ganhou a medalha de bronze e, quatro anos depois em Seul, alcançou a medalha de ouro.
Uma prática comum durante as competições de maratona é a participação de corredores conhecidos como pacesetters, ou “lebres”, em português. A função deles é servir de guia para os demais competidores, o que acirra a competição e facilita a obtenção de recordes. Esta prática, entretanto, é usada apenas em maratonas anuais pelas cidades do mundo que tem grandes patrocínios e pagam grandes prêmios em dinheiro, e geralmente no intuito de perseguir melhores tempos. Nas maratonas oficiais da IAAF e do COI, não existem este tipo de corredores contratados.

 

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