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Bekele, Biwott e Ghebreslassie: Maratona de Londres vai ferver

Foto: Shutterstock

O ano está apenas começando, mas quem gosta de acompanhar os fundistas de elite já está aguardando com ansiedade a Maratona de Londres, programada para 23 de abril. Esta semana, a organização divulgou a relação dos corredores de elite.

O principal nome do field da Maratona de Londres é o de Kenenisa Bekele. Recordista mundial dos 5.000m e dos 10.000m, dono de três medalhas de ouro olímpicas e uma de prata nessas provas, o etíope é o corredor com o segundo melhor tempo do mundo na história da maratona.

A fantástica marca de 2h03min03, que lhe deu a vitória na Maratona de Berlim do ano passado, porém, deixou Bekele com gosto amargo na boca. Ele ficou a apenas seis segundos do recorde mundial, os 2h02min57 de Dennis Kimetto (Berlim-2014). A lenda ficou com a perturbadora sensação de que desperdiçou a chance de se apoderar da melhor marca da história.

“Sabia que tinha treinado bem e sabia que tinha forças. A prova de Berlim foi fantástica, mas pude perceber que ainda tinha que fazer algumas mudanças no meu treinamento”. A frase dá a sensação de que Bekele tem programada a quebra do recorde mundial para este ano.

E os corredores amadores devem ainda se perguntar: o que poderia estar errado no treinamento de alguém que corre os 42km em 2h03min03?

 

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A fera estará em ação já no próximo dia 20, na Maratona de Dubai. “Foi fantástico alcançar minha melhor marca pessoal em Berlim, mas ainda estou desapontado por ter perdido a chance de bater o recorde mundial”.

Além de correr Dubai e a Maratona de Londres, Bekele não descarta a possibilidade de voltar à capital britânica para correr o Mundial, em agosto. A publicidade do evento faz referência ao chamado “Verão do Amor”, de 1967, que completará 50 anos. O mote é o “Verão do Atletismo”.

“Se a federação (etíope) me escalar, vou correr o Mundial em Londres”, diz Bekele.

Stanley Biwott deverá ser um dos maiores adversários de Bekele na maratona de abril. Campeão de Nova York em 2015, ele aproveita o vácuo deixado pela ausência do duas vezes campeão Eliud Kipchoge, que tinha a segunda melhor marca do mundo (2h03min05), estabelecida na Maratona de Londres de 2016. Ele foi desbancado justamente por Bekele.

Além de Kenenisa Bekele e Biwott, o field apresenta outros cinco atletas com tempos inferiores a 2h06min. Há na relação dois campeões mundiais de maratona, três dos cinco melhores na maratona da Rio-2016 e os vencedores de Berlim, Chicago, Nova York e Tóquio em 2016.

A assessoria de imprensa da IAAF inclui, no rol de favoritos, um corredor que estreia nos 42km. Trata-se de Bedan Karoki, prata no Mundial de Meia Maratona no ano passado. A melhor marca pessoal deste queniano radicado no Japão na meia é 59min14.

O etíope Feyisa Lilesa, prata na Olimpíada e campeão em Tóquio, e o conterrâneo dele, Tesfaye Abera, campeão em Dubai e Hamburgo, também podem fazer bonito.

Abel Kirui, campeão mundial na maratona em 2011 e 2013, andava meio sumido do degrau mais alto do pódio em grandes provas. Ressurgiu com força em outubro do ano passado, com a vitória na Maratona de Chicago. Ele está de olho em uma vaga para representar o Quênia no Mundial de Londres.

Daniel Wanjiru, outro etíope, atrai atenção desde outubro, quando melhorou em quase três minutos sua melhor marca pessoal ao correr a Maratona de Amsterdam em 2h05min21.

Olho também em Ghirmay Ghebreslassie, que quebrou um paradigma ao faturar o título da maratona no Mundial de Pequim, em 2015, aos 19 anos. Ele se tornou o mais jovem campeão mundial da história na distância. Quarto na Rio 2016, o jovem, que hoje tem 21 anos, voltou a impressionar positivamente ao se tornar campeão de Nova York, no ano passado.

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