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Após 2 provas de triathlon: o Rio continua lindo!

Após 2 provas de triathlon: o Rio continua lindo!

O Rio de Janeiro continua lindo! Em menos de 2 meses, tive a honra de passar dois finais de semana incríveis no RJ, participando de duas “paradas duríssimas” no triathlon. Como sabem, eu tinha como grande objetivo este ano voltar a competir na modalidade. Hoje, com 7 anos de treinamento recorrente e com certa (ou até muita!) intensidade, acredito ter consciência dos meus pontos fortes, fracos e até mesmo os desafios que cada competição nos impõe.

Esperei para escrever este texto justamente para fazer um comparativo entre as duas competições que tiveram como base exatamente o mesmo local e proporcionaram momentos inesquecíveis, cada uma da sua forma. Então vamos lá. As duas provas que participei foram:

  • 3ª etapa do Rio Triathlon (modalidade olímpica – 1.500m natação, 40km ciclismo com vácuo permitido e 10km de corrida);
  • Ironman 70.3 RJ (1.900m natação, 90km ciclismo com vácuo proibido e 21km de corrida).

borelli-2-triathlonÉ engraçado como, depois de incansáveis km rodados, vamos mudando nossa visão sobre as distâncias e desafios. Mais uma vez reforço que respeito muito cada competição, porém confesso que tratei a distância olímpica com grande naturalidade. Contando uma particularidade, hoje analiso as provas pelo tempo de esforço extremo e não necessariamente pelas distâncias. Talvez esta seja uma das grandes lições do mundo trail no meu corpo e mente.

Para esta prova, eu tinha clareza de que eu teria até 2h10min para cruzar a linha de chegada. Tudo sob controle, até porque minha carga de treinamentos diários ultrapassa esse tempo e tenho certo conforto nesse cenário. Com uma prova extremamente bem organizada e em um dia em que tudo deu absolutamente certo, consegui um resultado bem expressivo incluindo umas das melhores corridas da prova, cruzando finalizando o desafio em 2h06min e alguns segundos.

Os cariocas fazem um show à parte. É impressionante como eles respiram o esporte e como fazem daquele momento uma grande confraternização! Com vários amigos presentes, a vontade era de ficar ali para sempre…

 

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Já no Ironman 70.3 RJ, minha previsão era pouco maior que o dobro do triathlon olímpico: 4h30min e um buraco maior para administrar. Trata-se de um período de respeito ainda maior. Como costumo dizer, tudo dobra tanto para o lado bom como ruim: as emoções, vivências, dores, riscos e etc..

Aqui havia alguns pontos extras: primeiro, Ironman é sempre um IRONMAN. É impressionante a estrutura que eles constroem e oferecem para os mais de 1.000 atletas. A Cidade Ironman que eles constroem em todo evento é imponente e faz com que você passe não somente o dia da competição imerso neste mundo, mas sim 3 ou 4 dias respirando toda adrenalina!

Segundo, perdi as contas de quantos amigos estavam por lá… competindo no triathlon ou torcendo, ouvir palavras de incentivo o tempo todo, ao longo de todo percurso, é realmente emocionante e motivador demais. Foram 4 horas, 35 minutos e mais alguns segundos de alegria plena. De satisfação indescritível de estar ali, vivendo tudo aquilo que o esporte, o triathlon e o Ironman proporcionam.

O que as duas competições têm em comum? Bom, como disse no início deste texto, ambas ocorreram exatamente no mesmo lugar: a Praia do Recreio, no Rio de Janeiro. Eu sempre fui muito ligado ao RJ e sempre vibrei em estar lá, mesmo que, em muitas vezes, eu não ter tido tempo nem mesmo de afrouxar a gravata, quanto mais poder treinar. Não estive por lá durante os Jogos Olímpicos –me arrependo muito – mas o RJ está ainda mais incrível.

piscina-borelliAlém das belezas naturais, é perceptível uma série de melhorias e, no meu ponto de vista, a cidade realmente se tornou a capital do esporte no Brasil. Como exemplo da preocupação e oferta ligada ao esporte, em ambas oportunidades me hospedei em um dos hotéis da rede Promenade. Optei pela unidade da Barra (ali na Avenida das Américas) por uma série de fatores.

O que ocorre é que basta você avisar que é atleta e sua programação que eles tomam cuidados simples. Posso citar exemplos como antecipar o horário do café da manhã; indo em grande turma (como foi nosso caso no Ironman), eles oferecem serviços de mecânico para as bikes, late check-out no domingo pós-prova (talvez o maior problema que todos atletas sofram), além de ter uma piscina com 3 raias de 25m em um visual superbacana.

2016 está quase acabando e meu planejamento para 2017 já está praticamente pronto. Ainda não programei nenhuma competição específica para o Rio de Janeiro, mas não tenho dúvidas de que estarei lá novamente em alguma linha de chegada e também treinando com os amigos de lá. Uma energia diferente em meio a paisagens incríveis: tem coisa melhor?

Não deixe para 2017 o que pode ser feito hoje. Viver com intensidade máxima todas as experiências positivas que a vida proporciona faz com que ela tenha sentido. Em outras palavras, faz com que valha a pena viver!

Um forte abraço e até a próxima.

A.B.

Os textos, informações e opiniões publicados nesse espaço são de total responsabilidade do autor. Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Ativo.com

Sobre o autor

Arthur Borelli

Empresário e atleta amador, Borelli direcionou sua vida profissional e pessoal para o esporte e garante que foi a melhor escolha que fez na vida. Atualmente, transita entre maratonas, corri... VEJA MAIS

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