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Cadê o espirito olímpico?

Cadê o espirito olímpico?

Obviamente, seria um honra carregar a tocha olímpica, já que a chama que perdura e vem do Olimpo representa muito para nós, atletas, mesmo que amadores. Confesso que não me inteirei sobre o procedimento e achava que só quem a carregaria seriam notáveis, atletas olímpicos, entre outros.

Ledo engano: havia 12 mil vagas. Ninguém me indicou. Não recebi convites de patrocinadores. Enfim, fiquei fora de um momento histórico. Restava-me assistir a algumas das injustiças brasileiras. Ex-atletas olímpicos que representaram o país outrora foram esquecidos da honraria em detrimento de  – pasmem – duplas sertanejas, cantores que mal sabem o que é esporte.

Aos condutores, restou o privilégio de carregar a tocha olímpica e depois guardá-la como relíquia e “memorabilia”. Eis que me vem um pensamento: “espero que nenhum condutor venha colocar sua tocha à venda num e-Bay, Mercado Livre ou afins”. Dividi essa reflexão no Facebook.

Não deu nem 5 minutos e meu amigo Alex Farias aparece com um print mostrando que o “defunto nem esfriou” e já temos tochas à venda. Um rapaz, agora dono da relíqua, pede a bagatela de R$ 30 mil pelo seu objeto histórico. Dias depois, outro print com o astronômico valor de R$ 120 mil, algo totalmente fora de realidade quando sabemos que há 12 mil delas por aí.

Depois de tantas coisas micadas no Rio 2016, poderíamos ficar sem essa falta de fair play. Cadê o espírito olímpico?

Os textos, informações e opiniões publicados nesse espaço são de total responsabilidade do autor. Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Ativo.com

Sobre o autor

Harry Thomas Jr

Jornalista especializado em corridas de rua desde 1999, Harry competiu pela primeira vez em 1994 e desde então já completou 31 maratonas – sendo três sub 3 horas: São Paulo (2h59min30)... VEJA MAIS

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