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Cinco dicas para enfrentar uma prova na altitude

Cinco dicas para enfrentar uma prova na altitude

Já são mais de 110 os brasileiros inscritos para o El Origen. Essa prova na altitude com duração de três dias e com três diferentes opções de distância (30 km, 50 km e 100 km) foi lançada há sete anos e, em 2018, deixará a região da Patagônia Argentina para um novo e imponente destino: o Aconcágua.

O percurso, com expectativa de altimetria de até 4.000 metros, inclui etapas na Argentina e no Chile passando pelo Parque Nacional do Aconcágua, Cristo Redentor de Los Andes e Glaciar del Juncal. O trajeto contempla grandes vales, cristas escarpadas, ravinas, trilhas de mulas e a velha estrada de ferro transandina.

Mas, como treinar no Brasil para uma prova que será disputada em altitude média acima de 2.800 metros? Não há por aqui nada semelhante. Nosso maior pico, o da Neblina, tem 2.995 metros. Outro desafio é o da aclimatação. Ela exige a chegada ao local com algumas semanas de antecedência, porém a maioria dos corredores desembarcará apenas um dia antes da largada.

 

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Mesmo nesse cenário adverso é possível contornar esses desafios e treinar para uma prova na altitude, segundo o treinador Aulus Sellmer, da assessoria esportiva 4any1. 

“Quanto mais bem treinado, mais confiante o corredor estará para enfrentar a altitude do percurso. Entretanto, vale lembrar que a adaptação à altitude é muito mais um fator genético. Portanto, estar treinado só ajuda a reduzir o sofrimento corporal”, ressalta.

Cinco dicas para se preparar para uma prova na altitude:

– Realizar o maior número possível de treinos aeróbios em trilhas, montanhas ou subidas para estimular a adaptação às situações da prova.
– Reforçar os treinos de propriocepção ou instabilidade para fortalecer o calcanhar e os tornozelos.
– Investir no fortalecimento muscular do core (quadril, tronco e abdômen) e das pernas para suportar as muitas subidas e descidas do percurso.
Saber andar e correr com bastões (trekking poles). Ajuda muito. Vale a pena investir em um modelo leve e dobrável. 
– Estar ciente de que na impossibilidade de realizar uma aclimatação ideal será necessário reduzir o ritmo durante a prova.

Os textos, informações e opiniões publicados nesse espaço são de total responsabilidade do autor. Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Ativo.com

Sobre o autor

Karen Kornilovicz

Bacharel em Jornalismo, é blogueira e trail runner. Após mais de uma década correndo no asfalto, em 2011 trocou a rua pela montanha. Há um ano, descobriu também a mountain bike e a corr... VEJA MAIS

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