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Clima indomável na ultra em Bombinhas

Clima indomável na ultra em Bombinhas

Uma das características que me atrai na modalidade trail run é a imprevisibilidade que as provas nos trazem. A diferença do asfalto para as trilhas é que no trail sabemos que vamos largar, mas não temos certeza que vamos chegar, por melhor preparo físico que o corredor possa ter.

Esse fato deve-se à imprevisibilidade da natureza e às condições climáticas adversas que podem surgir a qualquer momento. Já peguei tempestade em corrida de rua e cheguei ao fim com recorde pessoal. Já em meio à natureza isso não é uma máxima.

Caso a natureza queira se manifestar, aguarde para enfrentar altos perrengues. Na trilha, já peguei chuva, frio, charco na altura da cintura, rios e lagos gelados, lama e até mesmo nevasca, já que, prioritariamente, minhas ultratrails se passaram em regiões do hemisfério norte e nos confins do hemisfério sul.

Nesta minha estreia nos 50km da Indomit Ultratrail Costa Esmeralda, disputada entre Porto Belo e Bombinhas, no litoral catarinense, conheci uma outra faceta que me foi novidade: jamais havia disputado um trail longo em que o calor se manifestou ao nível de “um sol para cada corredor”.

 

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Os termômetros marcaram até 35°C, o que dificultou a performance e causou a ingestão de mais líquido do que de costume. Como sabemos, a ingestão de mais líquido para muitos causa vários desconfortos gástricos – o que não foi meu caso – mas o pace, ah o pace, esse foi lá para baixo.

Outro ponto em que a natureza se manisfestou de forma contundente do tipo “aqui quem manda sou eu” foi a enorme ressaca que presenciou-se em Bombinhas nos dias de disputa da Indomit. Além de as ondas invadirem todo perímetro de areia e costões de várias praias, o que demandou um cuidado extra do corredor, o evento climático trouxe toneladas de algas vermelhas para a Costa Esmeralda.

No frio, você consegue se manter mais forte – particularmente falando – com ingestão em parcimônia de chocolates, sopas, etc, ao contrário do calor, que mexe muito com meu metabolismo.

Suor excessivo, calor excessivo, ingestão de líquido excessiva, enfim, coisas que o trail traz como um “plus” a mais. E é isso que me fascina nas trilhas: a imprevisibilidade do seu clima indomável.

Os textos, informações e opiniões publicados nesse espaço são de total responsabilidade do autor. Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Ativo.com

Sobre o autor

Harry Thomas Jr

Jornalista especializado em corridas de rua desde 1999, Harry competiu pela primeira vez em 1994 e desde então já completou 31 maratonas – sendo três sub 3 horas: São Paulo (2h59min30)... VEJA MAIS

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