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Corrida de montanha, trail run e skyrunning: quais as diferenças

Corrida de montanha, trail run e skyrunning: quais as diferenças

Com a migração de corredores de rua para o trail, seja a nível de experiência ou como estilo de vida, o novo praticante tem que ficar atento para algumas nuances de características da nova modalidade para não entrar de gaiato no navio errado. Corrida de montanha, skyrunning e trail run são coisas diferentes

Nada pior do que descobrir o perrengue que se meteu sentindo na pele e na própria competição. “Mas eram só 10km”, diria o desavisado.

Então a máxima é atentar que, nem todo trail é corrida de montanha. Nem toda corrida de montanha é trail. Todo skyrunning é trail mas nem todo trail é skyrunning.

Corridas de montanha são famosas na Europa. Uma das provas de montanhas mais tradicionais é a 50K de Pico Veleda, disputada na Espanha.

No Brasil, podemos classificar neste grupo a Mizuno Uphill Marathon, Subida da Serra da Graciosa e A Muralha. São provas ascendentes em montanhas e serras que seguem por estradas asfaltadas, sem se enveredar por trilhas.

No trail run o leque se abre. Temos desde o trail extremamente técnico com subidas até aquele em que a altimetria é pequena ou nula. O que vale é o contato com a natureza e trilhas em matas, subidas, descidas, rios, etc.

Há uma corrente no trail que tem aversão a provas com estradão em demasia, que sejam designadas como trail, embora sejam off road.

 

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O skyrunning inicialmente restrito a competições disputadas em montanhas acima de 2000m, por determinação da International SkyRunning Federation, passou a considerar provas em elevações menores para horizontalizar a modalidade ao redor do mundo.

Entretanto como via de regra o desnível acumulado positivo deve ser elevado com subidas cuja inclinação mínima seja de 30%.

Dentro do skyrunning temos sub-modalidades, como o skyracer que devem ter no mínimo 20km com desnível de 1200m; skymarathon (30km com desnível de 2000m) e o ultra skymarathon (50km com desnível positivo de 2500m), além dos quilômetros verticais (VK), que são provas com 1000m de desnível positivo.

Como se vê, nem tudo que parece lhe é, mas aí é conceito e não preciosismo.

Portanto, o corredor deve se atentar na hora de se inscrever para saber por qual nuance realmente aquela corrida navega. Vou precisar de um tênis de asfalto, trail ou híbrido? O grip tem que ser baixo (estradão, praia) ou alto (trilhas técnicas)? Preciso levar bastão, os conhecidos trekking pole?

Como devo conduzir meu treinamento? Preciso ter mais rodagem, se a prova for em um estradão, ou mais força, se for no trail técnico?

Levar em conta as características da modalidade, e assim planejar o treinamento e equipamento apropriado, é a melhor forma que o corredor terá para não ter surpresas e decepções desagradáveis.

Por isso sempre digo. Correr não é só correr.

Os textos, informações e opiniões publicados nesse espaço são de total responsabilidade do autor. Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Ativo.com

Sobre o autor

Harry Thomas Jr

Jornalista especializado em corridas de rua desde 1999, Harry competiu pela primeira vez em 1994 e desde então já completou 31 maratonas – sendo três sub 3 horas: São Paulo (2h59min30)... VEJA MAIS

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