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Corrida é dia

Corrida é dia

Corrida é dia. É uma máxima que trago comigo desde que comecei a correr. Muitos leitores devem estar se perguntando nesta segunda-feira o “que fizeram de errado” ontem em alguma prova da qual participaram já que “tudo estava tão bem”.

Poderia ser a prova-treino ou a prova-alvo, não importa. As redes sociais estão cheias de relatos que nos dão conta que ‘todo ciclo de treino foi avaliado acima das expectativas e justo na corrida deu algo errado’ (e a recíproca em parte é verdadeira com treinos bem feitos sendo primordiais para o dia da prova ser dos bons).

Enfim, o que deu errado para aquela indisposição, enjoo, ida ao banheiro, por vezes, na competição, como nunca antes ocorreu e acabou levando para o espaço todo o planejamento.

Eu tenho crença que isso se deve mais ao dia fisiológico do que qualquer outra coisa. Já li no jornalismo crítica a corredores que diziam que o treino do cara prometia uma grande performance e no momento da corrida houve até desistência, e que aquilo não deveria acontecer por tratar de um profissional.

Balela, pois até os profissionais têm seu dia bom e ou ruim.

 

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Evidentemente, os corredores podem e devem ajudar a não estragar o “race day”. É necessário levar alguns fatores em conta, vejamos.

As corridas atualmente têm largadas programadas para 7 ou 8h da manhã, o que significa que, a depender da logística do corredor, ele deve levantar entre duas a quatro horas antes.

Pensemos. Todos os treinos são feitos no período da noite e justo a prova é feita de manhã. Ou seja, uma adaptação mínima é necessária, quiçá, um treino semanal começando no horário da competição.

Invariavelmente estamos viajando para correr aquela prova-alvo e nos fartamos no buffet do café da manhã do hotel. Já nos primeiros passos vem aquela indisposição.

Então, a regrinha básica é não inventar. Seja frugal, coma parecido com o dia a dia. Deixe para depois da medalha no peito os prazeres da mesa.

Andar muito para o maraturismo nos dias que antecedem a prova e querer estrear aquele equipamento básico como tênis ou meia comprada na Expo no dia anterior à prova não são boas ideias.

A corrida é dia. Tudo pode acontecer. Obviamente, as chances de você que treinou sério e chegou “encaixado” ter um grande dia são exponencialmente maiores do que de quem conta com a “sorte do dia”.

Como frisado, realizar treinos com o mínimo de falhas e não inventar moda nos dias que precedem a prova são o passaporte para que aquele seja o seu dia e você faça uma corrida memorável em que tudo dê certo.

Corrida é dia. Pode ser bom ou ruim. O que podemos fazer é não dar chances ao erro. Os aprendizados virão destes erros e acertos.

Os textos, informações e opiniões publicados nesse espaço são de total responsabilidade do autor. Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Ativo.com

Sobre o autor

Harry Thomas Jr

Jornalista especializado em corridas de rua desde 1999, Harry competiu pela primeira vez em 1994 e desde então já completou 28 maratonas – sendo três sub 3 horas: São Paulo (2h59min30)... VEJA MAIS

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