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E quando tudo dá errado?

E quando tudo dá errado?

A Corrida  – com C maiúsculo – é um dos maiores ensinamentos de vida que temos. Nos dá lições diárias. Talvez seja um dos pontos que faz nos apaixonarmos tanto por ela. Sonhamos, planejamos e executamos, mas a Corrida lembra que não somos um Instagram onde tudo é lindo e maravilhoso.

Essa coluna foi escrita para mostrar que nem tudo que planejamos pode ou vai ser executado como queríamos e se resignar é a solução. E como a Corrida nos ensina a lidar com nossas frustrações.

Vejam meu caso. Eu tinha dois objetivos nesta temporada 2019. Correr os 50 k da Ultra Fiord pela quinta vez e no segundo semestre estrear nos 75 km da Bertioga Maresias no survivor ou solo, com várias provas preparativas entre elas.

Em abril, depois de quatro meses de treino, investindo tempo, grana, compreensão dos familiares, viagem programada etc. cheguei a Puerto Natales, extremo sul do Chile, para a Fiord. Tudo lindo e maravilhoso.

Entramos no ônibus para ir para a largada quando o diretor-técnico sobe e nos informa que o tempo patagônico não nos deixaria largar. Embora concorde com a decisão pois sei que lá a natureza manda, é óbvio que veio a frustração pela prova cancelada.

Segunda prova seria a Meia Maratona da Cidade de São Paulo organizada pela O2 e essa saiu redondinha, isso depois de 20 anos que queria completá-la. Vejam, levei 20 anos pra cruzar a linha de chegada, que conto neste relato aqui.

Junho veio a Meia Maratona do Rio. Corredor escaldado, cometi falha primária e que perrengue me enfiei. Leiam aqui que surreal.

Vou pra agosto. E me inscrevo no excelente Rocky Mountain Festival em Campos do Jordão, um trail de 25km. Invento de testar um tênis, o Salomon RA Juxta, de uma marca que tem o trail como expertise. Embora soubesse que esse modelo era híbrido, pendendo mais para asfalto que para trilha, pensei: “é ótimo no asfalto e ótimo em trilhas secas. Como seria num trail se algum leitor me perguntasse?” Fui testar.

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Deu a largada. Entramos na trilha e havia uma subida de 25 metros. A resposta neste primeiro quilômetro, na subida em barro escorregadio, me deu a maior humilhação em 25 anos de corrida. Só consegui subir 10 metros do barranco de quatro. Literalmente, de quatro. Com muita humildade, aprendi. Peguei o percurso dos 6km e parei.

Uma semana depois era o último teste antes dos 75k Survivor. A excelente 42k Indomit Bombinhas. Dei sorte que cheguei à cidade-destino depois deste perrengue.

Por óbvio, desisti dos 75 km Bertioga Maresias pois ela é o fim e os meios não ajudaram.

E quando tudo dá errado? Pare. Se reprograme. Tire as lições e tente não repetir os erros. Descanse, pare e respire.

Dia 01 de outubro de 2019 inicio meus sonhos 2020.

Os textos, informações e opiniões publicados nesse espaço são de total responsabilidade do autor. Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Ativo.com

Sobre o autor

Harry Thomas Jr

Jornalista especializado em corridas de rua desde 1999, Harry competiu pela primeira vez em 1994 e desde então já completou 31 maratonas – sendo três sub 3 horas: São Paulo (2h59min30)... VEJA MAIS

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