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A história do Internacional de Santos por quem fez a história da prova

A história do Internacional de Santos por quem fez a história da prova

Quando fiquei sabendo do Novo Internacional de Santos, arregalei os olhos e pulei de alegria! Logo pensei: “será que renascerá uma nova prova que resgate tudo aquilo de mágico, de apaixonante e de emocionante que os anos dourados do triathlon nos traziam?”. Mas quase que de imediato “firmei meus pés no chão”, olhei para “trás”, olhei para “frente”, e refleti.

O Triathlon Internacional de Santos foi um marco do nosso esporte no Brasil, sim, nunca perdeu seu glamour. Por conta dele, o triathlon brilhou, cresceu, ganhou corpo, evoluiu e continua evoluindo. Falta, então, aquele toquezinho especial nessa prova para que ela acompanhe os passos largos da evolução do seu filho, o triathlon brasileiro.

Nesse momento fui arrebatado por um turbilhão de emoções, boas e positivas, e não pensei duas vezes em escrever um texto sobre isso que estou tentando explicar para você, leitor. Já que tenho um espaço (Blog do Coach Esportivo) em que o Ativo.com me dá liberdade para escrever tudo o que me vier à cabeça e que gire em torno do #nadapedalacorre, por que não?

Mas pensando melhor, eu não seria a pessoa mais indicada para escrever esse texto. Primeiro porque sou apaixonado pelo triathlon e pelo Internacional de Santos; não haveria imparcialidade. Segundo porque apesar de estar há 27 anos no esporte e de ter corrido meu primeiro Internacional de Santos em 1995, tem muitos outros atletas dessa época, tão apaixonados pelo TRI quanto eu, que poderiam dar suas valiosas parcelas de contribuição nessa produção.

Rapidamente peguei o celular e comecei a ligar e a enviar mensagens para as pessoas que viveram o Triathlon Internacional de Santos desde os seus primórdios. Triatletas profissionais e amadores que começaram lá atrás, junto com essa prova, e que também contribuíram para fazer do triathlon brasileiro o que ele é hoje.

Logo, muito melhor do que eu escrever, é transcrever o que eles pensam sobre o Triathlon Internacional de Santos. Só assim que você, leitor, vai sentir a emoção e vai conseguir entender o verdadeiro significado dessa prova e o que podemos esperar dessa nova fase.

Sendo assim, apresento-lhes agora a história do Triathlon Internacional de Santos contada por quem a escreveu.

A história do Triathlon Internacional de Santos

“O Internacional de Santos surgiu como a nossa maior oportunidade de competir com os melhores do mundo. A exposição da mídia sempre foi fantástica e a prova sempre oferecia uma das melhores premiações do mundo. Para nós, brasileiros, era um grande incentivo no início da temporada, pois além da premiação, os patrocinadores envolvidos com o triathlon sempre buscavam contratar seus atletas antes desse evento, aproveitando a popularidade e exposição da prova. Pedalar naquele percurso era sensacional! A corrida na orla com o público sempre a nos incentivar também era espetacular! Competi várias vezes no Internacional de Santos e tive a honra e o privilégio de ter competido na primeira edição em 1992, quando fui vice-campeão.” – Marcus Ornellas, triatleta profissional

“O Internacional de Santos me leva a dois momentos importantes na minha vida. Primeiro, foi onde conheci minha atual esposa Débora, em 2003. Ela iria fazer revezamento, iria nadar. Ficamos batendo papo na areia, antes da largada, e… Já em 2004 foi quando fiz uma loucura de correr quatro provas, em quatro países, em quatro semanas: Olímpico em La Paz na Argentina, 70.3 Pucón no Chile, meia-maratona em Miami, e por último o Internacional de Santos. Inesquecível!” – Rogério Portela, triatleta amador, executivo, entusiasta e praticante de esportes de endurance.

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“O Internacional de Santos é uma prova tradicional do cenário esportivo. Eu iniciei minha carreira profissional no triathlon em 1996, exatamente nessa prova! Foi minha primeira prova e eu já me encantei com essa cidade que sempre respirou esporte. E a cada prova que fazia na cidade ficava mais fascinada ao ponto de anos mais tarde eu me mudar para Santos. Eu sempre curti demais as provas em Santos, principalmente o Internacional.” – Carla Moreno, triatleta profissional, com participação em duas olimpíadas (Sydney 2000 e Athenas 2004).

“O Internacional de Santos é uma das provas mais tradicionais do circuito nacional, que alavancou muitos dos melhores triatletas brasileiros. Até porque o nível sempre foi elevado com a participação dos gringos. Para mim ela é muito marcante pois foi a primeira vez que assisti a um triathlon ao vivo. Era o meu objetivo corrê-la um dia. Depois de algumas participações, consegui largar na elite. Meu primeiro Internacional de Santos foi em 1997.” –  José Fabrício Pessoa, triatleta amador, executivo e maratonista.

“Como amante do esporte, o Internacional de Santos era a oportunidade de juntar não só os melhores do Brasil, mas os melhores do mundo! Numa época em que não havia internet, redes sociais e mídias especializadas, era a nossa grande chance de poder ver, ouvir, torcer e viver um pouco com os grandes nomes do triathlon mundial! E eram os melhores do mundo, mesmo! Essa prova significa muito! Uma fase linda do triathlon! Com muita disputa e competitividade saudável, muito amor ao esporte! Eu comecei a competir nessa prova em 1998 depois de fazer uns oito short triathlons.” – Duda Bley, triatleta amador, depois profissional, atualmente personal trainer.

“É uma das provas mais antigas e tradicionais do circuito de triathlon nacional. Eu tenho um carinho muito especial com a cidade e principalmente com toda a torcida local que sempre me favoreceu muito! Tive a felicidade de competir no Internacional de Santos desde a primeira edição.” – Fernanda Keller, triatleta profissional.

“O Internacional de Santos foi a primeira prova na distância olímpica que fiz, acredito que em 1998 ou 1999. Era uma das poucas provas nesta distância que tínhamos até então. A prova era a oportunidade de estarmos perto de lendas do triathlon nacional como Leandro Macedo, Armando Barcellos, Alexandre Manzan, Fernanda Keller, Sandra Soldan, e internacional como Ken Glah, Chris McCormack, Nina Kraft, etc. Ainda acho que o Internacional de Santos é a melhor prova na distância 1500/40/10 do país.” – Beto Nitrini, triatleta amador e executivo.

“O Internacional de Santos faz parte da época de ouro do triathlon, onde as provas (em Santos) tinham mais de 1000 participantes. Eu corri somente duas vezes a prova, sendo que na minha última participação, em 2009, fui vice-campeã com a Carla Moreno em primeiro. Nessa época do ano eu sempre estava em fase de preparação para o circuito mundial da ITU, o que me impossibilitava de competir no Internacional de Santos. Mas sempre achei uma prova de altíssimo nível, com uma premiação excelente, numa cidade que respirava triathlon, o que ajudou bastante a modalidade crescer e brilhar.” – Mariana Ohata, triatleta profissional com três participações em olimpíadas (Sydney 2000, Athenas 2004, Pequim 2008)

“Eu não me lembro de ter uma prova do Brasil, no formato tradicional, que tenha abrigado tantos nomes do cenário mundial quanto o Internacional de Santos abrigou. A prova já ocorre há vários anos, é uma das mais tradicionais do Brasil. Eu nunca consegui vencer, mas consegui boas colocações. Mas fico muito feliz de saber que a prova está se perpetuando até os dias de hoje.” – Armando Barcellos, triatleta profissional com duas participações em Olimpíadas (Sydney 2000 como atleta, Atenas 2004 como chefe da delegação), e empresário (Barcellos Bike)

“O Internacional de Santos era a prova-alvo, o must, vinham atletas internacionais, era incrível! Quando comecei fazendo short em 1998, a meta era fazer um olímpico, e o Internacional de Santos era a prova-alvo. Quando comecei a participar da prova, acredito que 2002 ou 2003, a sensação era de você estar participando de um megaevento. E para mim, naquela época, fazer um olímpico era sensacional, um desafio incrível embaixo do calor de Santos. Eu me lembro de assistir a prova com Fernanda Keller, Ken Glah e outros atletas. Lá era onde estavam os nossos modelos, os maiores triatletas profissionais.” – Carla Di Pierro, psicóloga do esporte e triatleta amadora

“O Internacional de Santos era a prova de distância olímpica mais importante que tínhamos no Brasil. Eu competi desde a primeira edição, por uns quatro ou cinco anos consecutivos. Lembro de uma ocasião quando fui o melhor brasileiro na prova, acho que em sétimo lugar. Essa prova me deu muita projeção, tanto pela importância da prova em si, como pelo altíssimo nível técnico de atletas brasileiros e estrangeiros. O Internacional de Santos era a prova que todos nós tínhamos que participar, não só pela exposição, mas pela possibilidade de competirmos com os melhores do Brasil e do mundo. E isso foi durante muito tempo!” – Michel Bögli, ex-triatleta profissional e apresentador do Podcast Endörfina.

“O Internacional de Santos foi importante por ter sido um marco no triathlon olímpico do Brasil. Para mim, significa o início das minhas provas na distância olímpica. Na verdade foi o meu primeiro tri olímpico, em 2003.” – Silvia Paller, triatleta amadora e empresária.

“Depois de fazer vários short triathlons, meu sonho era correr essa prova, o Internacional de Santos. Meu primeiro foi em 1998. Depois de concretizar esse sonho, minha ideia sempre foi melhorar meu desempenho ano após ano. Correr essa prova significava felicidade, prazer e superação. Além disso, conheci uma galera maravilhosa e fiz boas amizades que perduram até hoje.” – Sylvio Medeiros, triatleta amador, ciclista, executivo.

“O Internacional de Santos foi a prova mais importante do triathlon brasileiro por muitos anos! Lá competiram os melhores triatletas do Brasil e do mundo, desde o seu início nos anos 90! A prova acontecia praticamente no quintal da minha casa, com organização e estrutura impecáveis, e uma excelente premiação também. Consegui vencer a prova duas vezes, em 2007 e 2008, e fui vice-campeão em 2009. Eu não corri todas as edições porque passei grande parte da minha carreira competindo o Circuito Mundial da ITU, o que acabava incompatibilizando a época da prova com a minha fase de treinamento. Mas o Internacional de Santos sempre foi uma prova de altíssimo nível e de grande dificuldade, pois acontecia em pleno o alto verão santista e com o a participação de grandes nomes do triathlon brasileiro e mundial. – Paulo Miyashiro, triatleta profissional, com participação no Jogos Olímpicos de Atenas 2004.

“Foi um marco na história do triathlon nacional! Tudo começou nele, no ano de 1991 com a primeira edição! Atletas de renome vinham participar! Prova que lotava de estrelas! Participei da segunda edição, em 1992 e algumas outras posteriormente.” – Fábio Tavares, triatleta amador e CEO da Flets Sports.

“Foi o meu primeiro triathlon! Comecei a nadar em 1993, depois comecei a correr em 1999, só faltava pedalar. Minha estreia na prova foi em 2001 e fiz até 2008 sem perder um ano. Depois voltei a correr esta prova em 2019 em revezamento. Naquela época o Internacional de Santos era a única prova na distância olímpica e sempre em condições climáticas extremas, o que a tornava um grande desafio.” – Eduardo Brunetti, triatleta amador, executivo, entusiasta e praticante de esportes de endurance.

“O Internacional de Santos, além de fazer parte da história do triathlon nacional, colaborou para o desenvolvimento do esporte aqui no Brasil. Não apenas pelo nível técnico do startlist masculino e feminino, mas também pelas iniciativas de incluir palestras técnicas com grandes nomes do triathlon mundial. Era a grande oportunidade de encontrar com Mark Allen, Mike Pigg, Carol Montgomery, Fernanda Keller, Leandro Macedo entre outros. O Internacional de Santos foi a minha primeira experiência na distância olímpica ainda quando a largada ocorria às 14h. Isso foi lá em 1995.” – Sidney Togumi, ex-triatleta amador, trail runner e head coach da UPFITrail.

“Foi durante muito tempo não só a prova mais importante, como também uma das poucas durante o período mais difícil do triathlon no Brasil. Tenho boas recordações dessa prova sempre feita com muita seriedade e competência. É a prova que abre a temporada de triathlon no Brasil. Minha primeira participação acredito que tenha sido logo na primeira edição.” – Roberto Azevedo, psiquiatra e triatleta amador, vencedor do Mundial de Ironman em Kona 2019, categoria 65-69 anos.

“O Internacional de Santos fortaleceu a modalidade e o calendário do triathlon nacional, por se tratar de uma prova tradicional e histórica. Comecei a competir nessa prova em 2008, o que significou para mim a evolução na distância após ter iniciado no triathlon.” – Jorge Lima, triatleta amador, maratonista e CEO da 3YouSport.

“O Triathlon Internacional de Santos foi o pioneiro a trazer atletas estrangeiros importantes, como Mike Pigg, Mark Allen, Ken Glah entre outros. Era a prova mais cobiçada do ano. Lá nos primórdios dos anos 90 era o melhor evento de triathlon do Brasil. Era uma prova muito envolvente, marcante, inesquecível. Minha primeira participação foi em 1992.” – Ricardo Cardoso, ex-triatleta amador, ciclista, personal trainer, e representante da Insideout Sports no Brasil.

“Foi a prova de maior nível técnico durante muitos anos. Foi o primeiro “boom” da modalidade no Brasil. Minha primeira participação foi na primeira edição em 1991.” – Jorge Pacheco, ex-triatleta amador, ciclista, personal trainer.

“Era a prova mais importante da época. Minha primeira participação foi em 1992. Tenho ótimas recordações da prova de 1996 com a largada à tarde, a participação do Mark Allen, a corrida muito dura, o pódio,…” – Carlos Viana, triatleta amador e empresário.

“A prova juntava não só os melhores atletas nacionais, mas também grandes atletas internacionais. Para mim foi o meu início no esporte, pois eu já curtia assistir às provas de triathlon, uma vez que nasci e me criei em Santos. Esse interesse me motivou a iniciar minha aventura esportiva, ainda mais que na época estava acima do peso, com mais de 100kg. Minha estreia na prova foi em 2000.” – Luís Eng, triatleta amador e executivo.

“Na minha época, na década de 90, era a prova mais disputada e charmosa para participarmos. Minha primeira participação data de 1997.” – José Lopes, ex-triatleta amador, executivo, entusiasta e praticante de esportes de endurance.

“Comecei no triathlon em 1999. Meu primeiro Internacional de Santos foi em 2001, que foi também meu primeiro triathlon olímpico, e diga-se de passagem, uma prova de nível internacional!” – Edson Olímpio, triatleta amador, empresário, entusiasta e praticante de esportes de endurance.

“O Triathlon Internacional de Santos era uma prova épica! Representava o início da minha jornada no triathlon. Era o sonho que a gente tinha de entrar no mundo do triathlon, pois tínhamos a possibilidade de encontrar vários atletas estrangeiros como Mark Allen, Ken Glah, entre outros. Lembro da minha primeira participação em 1998…foi demais!” – Sandro Azevedo, triatleta amador e executivo.

Diante de tantos depoimentos cheios de emoção, acredito que não haja necessidade de fazer o meu depoimento. Porém, quero finalizar parabenizando o Triathlon Internacional de Santos por estar conosco há quase três décadas, por colocar o triathlon brasileiro no patamar em que ele se encontra hoje, e por fazer a diferença na vida dessas e de tantas outras pessoas que amam nadar, pedalar, correr e confraternizar.

“O triathlon do Brasil é o Internacional de Santos, e o Internacional de Santos somos NÓS!” – Rogério Carvalho, triatleta amador e head coach da Endurance Sports Coaching.

Abraço e nos vemos em Santos!

Os textos, informações e opiniões publicados nesse espaço são de total responsabilidade do autor. Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Ativo.com

Sobre o autor

Rogério Carvalho

Mestre em estudos do esporte pela EEFE-USP, especialista em treinamento desportivo, treinador certificado pela Ironman University e Head Coach da Endurance Sports Coaching Brasil. Também é... VEJA MAIS

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