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Maratona de Roma: 42km de muita história

Maratona de Roma: 42km de muita história

Seguindo viagem, após a Meia Maratona de Madrid, chegamos à Itália. Passamos uma semana de muito turismo (conhecemos 12 cidades em uma semana), mas também com treinos muito bacanas. Na matéria de hoje, vou contar rapidamente os detalhes de onde conheci, treinei e, claro, contar com maiores detalhes o que foi a Maratona Di Roma!

Nossa primeira parada foi em Firenze. Talvez a mais tradicional cidade da região da Toscana. Conhecer tudo que aquela cidade oferece é um desafio e tanto. Com os famosos guias que os próprios hotéis fornecem facilita bastante. Foi lá que fiz 3 dos últimos treinos para a maratona, sendo um deles de natação. Firenze conta com uma gastronomia muito diversificada, mas é impossível escapar das massas, vinhos e gelattos.

Mas Firenze também respira esporte. Basta acordar cedo, botar o tênis e ir para a beira do Rio Arno e ver incontáveis corredores e ciclistas por ali. Firenze também conta com uma piscina pública (de 50m) situada a 4 ou 5km do centro histórico. Apesar de parecer até um pouco abandonada na área externa, a piscina é muito bem cuidada e de alto nível, com muitos atletas treinando.

Depois de passar um dia em meio aos labirintos e rios da incrível cidade de Veneza, alugamos um carro e partimos para a estrada. Passamos por cidades como Lucca, Pisa e chegamos a Livorno – uma cidade litorânea não muito conhecida. Logo pela manhã, saí para correr e tive uma grata surpresa. Toda a costa da cidade é cercada por uma trilha (terra batida), o que me permitiu fazer um treino bem bacana e com um visual bem legal também. Foi ali que fiz aquele famoso treino curto de tiros para descarregar a adrenalina pré-prova.

Seguimos viagem e passamos por outras cidades como Sangiminiano, Montaltino e Siena até chegarmos na histórica cidade de Roma!

Chegamos em Roma na sexta-feira à noite e a cidade já respirava a maratona. Tanto em Madri como em Roma, o que mais me chamou a atenção foi a forma com que a cidade se veste para seus respectivos eventos. Em Roma, o impacto foi ainda maior.

Por onde andava/olhava, via atletas com a mochila que fazia parte do kit – seja em uma piazza comendo, seja no famoso Museu do Vaticano. A retirada do kit foi um show à parte. Com uma Expo imensa, pudemos receber folders e ações promocionais de incontáveis provas que ocorrem pela Europa e resto do mundo, além de passar pelos stands de todas as principais marcas esportivas com preços realmente diferenciados.

A PROVA

Ao sair do hotel, cerca de 1h30 antes da largada, a cidade já estava pronta. Ruas fechadas, policiais dando direcionamento para todos e tudo muito tranquilo para chegar até a região da largada. Mais tranquilo ainda foi chegar até a minha faixa de largada.

Eu estava no primeiro grupo depois da elite e teria que passar por uma multidão para chegar lá, certo? Errado! Eles fizeram corredores laterais com grades e você vai tranquilamente até sua onda de largada. Simples assim! Com a experiência recente que tive em Madri, já sabia que ali, do meu lado, ninguém estaria para brincadeira.

Na minha frente, o pórtico de largada. Logo atrás, o histórico Coliseu. Respiro fundo, concentro, olho para os céus e vamos nessa! A turma ali saiu forte e eu, embrenhado em meio a eles, segui junto apenas pensando: seja o que Deus quiser. É impressionante como as coisas acontecem por ali. Eu fui seguindo o ritmo e tudo sob controle. Talvez se eu largasse assim, mas sozinho, não aguentaria muito tempo.

Correr em Roma foi especial, mas também complicado. Ao mesmo tempo em que está ali concentrado, você se depara com algum monumento ou lugar histórico e é praticamente impossível não olhar, sentir e etc. Querem um exemplo? Então respondam essa: o que acham de entrar em uma rua qualquer e, virando à direita, dar de cara com a entrada do Vaticano?

Querem mais? Você passa ali no meio daquela multidão de fiéis e todos eles aplaudindo e incentivando todos os maratonistas ali presentes. Isso aconteceu em praticamente todo quilômetro – sempre um ponto histórico.

Vale comentar também a quantidade de bandas, orquestras e músicos tocando ao longo do percurso. Sim, a Maratona di Roma parou uma das cidades mais visitadas em todo o mundo.

Passei os 21km conforme planejado (na cads de 1h27min) e fechei a prova com 3h02min48s. Com uma hidratação impecável e milhares de pessoas me incentivando ao longo de todo percurso, essa prova ficará na memória para sempre. Os últimos 3km da prova permitem uma experiência muito especial. Cruzando por tradicionais piazzas como a de Spagna e Navona, até apontar rumo à linha de chegada com o pórtico e o Coliseu logo atrás: fantástico!

Com a missão devidamente cumprida, tive tempo apenas de tomar um bom banho, já partir para um almoço especial e… estrada! Próximo destino foi Bologna, com uma noite em San Marino e uma passagem rápida por outra cidade histórica: Assisi! Não poderia deixar de citar aqui a visita que fiz a Ímola, ao monumento do nosso eterno ídolo Ayrton Senna. Em um momento bem forte, me deparei com a estátua dele e, logo à frente, a tal curva Tamburelo.

Corrida, natação, turismo, vinhos, massas, gelattos, paisagens, cultura, enfim… a Itália proporcionou uma experiência única e reforçou ainda mais o propósito deste canal. Competir, viajar e curtir é possível, sim!

Um forte abraço e até a próxima!

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Os textos, informações e opiniões publicados nesse espaço são de total responsabilidade do autor. Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Ativo.com

Sobre o autor

Arthur Borelli

Empresário e atleta amador, Borelli direcionou sua vida profissional e pessoal para o esporte e garante que foi a melhor escolha que fez na vida. Atualmente, transita entre maratonas, corri... VEJA MAIS

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