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O Covid-19 e seus efeitos na corrida

O Covid-19 e seus efeitos na corrida

Descoberto em dezembro de 2019, o coronavírus (Covid-19) em apenas três meses alcançou o status de pandemia global na semana passada, o que fez a Organização Mundial da Saúde (OMS) impor protocolos de saúde e sanitários mais rígidos que estão sendo usados por diversos países. Um dos principais é a recomendação que grandes concentrações públicas, como corridas de rua, devem ser canceladas por ora até que as notificações de novos casos se estabilizem.

A primeira grande corrida mundial a ter sido cancelada foi a Maratona de Hong Kong, e na data do anúncio do cancelamento apenas 56 mortes estavam computadas. Até então nenhuma notificação da doença tinha sido relatada no Brasil. Em menos de dois meses e até o momento da publicação desta coluna, mais de 132 mil casos de Covid-19 foram registrados, em 123 países e territórios, sendo que 5 mil pessoas perderam suas vidas.

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E quando tudo dá errado?

Hong Kong, Paris, Roma, Jerusalém, Londres, Meia de Nova York foram caindo uma a uma, e chegamos neste momento a ter mais de uma centena de maratonas ao redor do mundo adiadas, canceladas ou suspensas.

No Brasil, a proibição já chegou e o cenário indica que as medidas serão reavaliadas a cada 30 dias. No momento, basicamente, de Norte a Sul do País e por prazo indeterminado as corridas estão suspensas. Enfim, as provas, do bate-saco no interior deste Brasilzão ao glamour de uma Champs Elysee, em Paris, são coisas do passado e de um futuro ainda indeterminado.

Então o que fazer nesta época? Se cuide. Descanse e se dê umas férias. Aproveite a entre na onda da quarentena se conviver com crianças e idosos, já que no vai-e-vem as chances da contaminação ampliam. Se for correr, evite ambientes fechados como academias e estúdios de cross e funcional.

Vá tratar daquela lesão mal curada. Faça aquela fisioterapia que insiste em adiar. Cuide de sua saúde mental, teste o psicológico. Vá aos parques e evite aglomerações buscando trajetos mais alternativos em horários que não sejam de pico.

Antes de se juntar a sua assessoria esportiva, veja se suas condições estão ótimas, embora, muitas equipes já comecem a entrar no processo de “distanciamento social” para evitar a propagação do vírus. O Covid-19 não escolhe classes sociais e praticar corrida não dá salvo conduto a ninguém, que o digam os astros da NBA e NFL infectados pelo coronavírus.

Se é ruim? Poderia ser pior. A partir de hoje, dia 16 de março, um decreto do Presidente da Espanha Pedro Sánchez isola cerca de 47 milhões de pessoas em suas casas em uma quarentena em que os cidadãos só podem sair sozinhos para trabalhar, comprar alimentos, remédios ou itens básicos.

Neste cenário, se não tiver esteira ou não morar em uma mansão, bye bye longão.

Os textos, informações e opiniões publicados nesse espaço são de total responsabilidade do autor. Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Ativo.com

Sobre o autor

Harry Thomas Jr

Jornalista especializado em corridas de rua desde 1999, Harry competiu pela primeira vez em 1994 e desde então já completou 31 maratonas – sendo três sub 3 horas: São Paulo (2h59min30)... VEJA MAIS

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