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Run fit e a mecânica de corrida

Run fit e a mecânica de corrida

Um ano após começar a competir tive contato com meu o primeiro treinador – e ele não precisou de mais do que um minuto para corrigir um grave defeito que tinha na minha mecânica de corrida. Eu corria em “pêndulo”, que é quando você movimenta ao mesmo tempo o braço esquerdo com a perna esquerda ou braço direito com a perna direita e não da forma correta, que é mover o braço direito enquanto se eleva a perna esquerda e vice-versa.

Tal movimento errado faz com que você pareça um metrônomo, aquele relógio que mede o tempo musical indo de uma lado para outro, ou ainda pode dar a impressão de estar diante daqueles pêndulos decorativos formados por bolinhas.

Anos se passaram, melhorei a mecânica no asfalto e, neste meio tempo, comecei a correr provas de trail, o que me fez relevar, em parte, a mecânica correta.

Mas a luz amarela acendeu por esses dias ao observar algumas fotos minhas das últimas corridas. Pensei: “como estou correndo feio”. O problema do pêndulo foi resolvido, mas era nítido que algo errado estava acontecendo.

 

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Diferentemente da época em que comecei a competir, em meados dos anos 90, atualmente há uma infinidade de clínicas que dispõem de novas tecnologias de teste de pisada que possibilitam identificar sua mecânica de corrida, que vão deste a observação visual à filmagem em ambientes controlados.

Assim não tive dúvidas e marquei um “Run Fit” com um fisioterapeuta especializado no assunto. O teste em si é rápido e simples e consiste em “vestir” algumas joelheiras, cotoveleiras e marcar outros pontos pré-estabelecidos, correr na esteira e ser filmado e observado.

Feita a parte prática, é hora de o profissional analisar os dados observando a angulação de seus movimentos, a postura, tipo de pisada entre outras informações.

O resultado foi que estava correndo certo quando filmado do lado direito e errado do lado esquerdo. Foi detectado um movimento em “oito” do meu braço esquerdo que fazia com que minha mecânica ficasse toda errada. Já o “pé de pato” que eu observara nas fotos era um falha na propulsão da minha passada.

Detectados os vícios errados da corrida, é hora de me policiar e mentalizar a postura correta, além de fazer exercícios específicos de corrida com o intuito de facilitar os movimentos corretos e tornar a corrida mais eficiente

Enfim, um teste importante e que custa um terço de um tênis. Recomendo!

Os textos, informações e opiniões publicados nesse espaço são de total responsabilidade do autor. Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Ativo.com

Sobre o autor

Harry Thomas Jr

Jornalista especializado em corridas de rua desde 1999, Harry competiu pela primeira vez em 1994 e desde então já completou 31 maratonas – sendo três sub 3 horas: São Paulo (2h59min30)... VEJA MAIS

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