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Saber desistir é para os inteligentes, não para os fracos

Saber desistir é para os inteligentes, não para os fracos

Acredito que o grande limite do homem seja o físico, pois se dependermos da parte psicológica, nossa mente pode nos levar muito, muito longe. Há casos em que o poder mental nos faz suportar muitas dores. No entanto, em outros momentos, isso não é possível. Aquela dor aguda, a hipoglicemia, a indisposição estomacal: quando isso acontece, parar é mais que um desejo, é uma obrigação. Saber desistir não é para os fracos, mas para os inteligentes.

Falamos aqui com corredores amadores como eu ou você. Reconhecer o seu limite numa competição e desistir do pace ou simplesmente desistir da prova em questão não é vergonha, mas sim um enorme aprendizado de foco, humildade e amadurecimento. Em algumas situações na vida, e na corrida também, é necessário errar para então absorver as lições.

O corredor deve conhecer seu limite e não querer extrapolá-lo. Se estiver bem treinado e “quebrar” (falamos aqui de ritmo de corrida), há a opção de diminuir o pace, sem necessariamente precisar desistir. É comum e nada vergonhoso trotar quando necessário.

 

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No entanto, em caso de dores agudas, lesões, traumas e sérias indisposições, a ordem é parar. Pare e dê um tempo. Se sentir melhora, retorne à corrida levemente. Se o problema persistir, é a hora da decisão sensata: desista!

Esqueça os memes que povoam as redes sociais do tipo “No pain no gain” e “Desistir é para os fracos”. Desista, sim, se for necessário para a preservação da sua saúde. Depois, com calma e tempo, analise onde está o erro (se é que ele existiu) e comece a pensar em um próximo desafio. Simples assim.

Nas corridas de montanha, a desistência entre um posto de controle e outro é bem mais complicada, portanto, só saia de um PC se estiver se sentindo bem para continuar a realizar sua corrida com segurança e tranquilidade. E lembre-se: no trail o socorro pode demorar longas horas para chegar. Já no asfalto, se não precisar de atendimento médico, é bom ter consigo aquele trocado para o ônibus ou o táxi para voltar para a arena da prova ou mesmo ir para casa.

Corridas de rua ou de trilha pelo Brasil e pelo mundo não faltam, certo? Portanto, saber parar e saber a hora em que insistir não faz mais sentido é, na verdade, uma sabedoria de corredor que se adquire com maturidade. Saber desistir, meu caro amigo leitor, não é para os fracos, mas, sim, para os inteligentes.

Os textos, informações e opiniões publicados nesse espaço são de total responsabilidade do autor. Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Ativo.com

Sobre o autor

Harry Thomas Jr

Jornalista especializado em corridas de rua desde 1999, Harry competiu pela primeira vez em 1994 e desde então já completou 31 maratonas – sendo três sub 3 horas: São Paulo (2h59min30)... VEJA MAIS

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