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Tênis com amortecimento: quando o solado pode ser o vilão

Tênis com amortecimento: quando o solado pode ser o vilão

Talvez para a maioria dos corredores o objetivo principal na hora de comprar um tênis é buscar um modelo confortável e macio. Mas saiba que os que se enquadram na categoria amortecimento ou estabilidade – os de performance já são naturalmente menos confortáveis por suas características – podem não ser tão macios quanto muitos imaginam por conta do solado.

Muitas vezes não damos a devida importância ou atenção a essa parte do produto. Só a avaliamos de verdade quando corremos em piso molhado, analisando se possui um bom grip (poder de “colar” no chão) e tração, não permitindo escorregões. 

Com base nos vários testes que realizo o que percebo é que, principalmente os modelos neutros, da categoria amortecimento, não são tão macios quanto parecem nas campanhas publicitárias.

Pela minha experiência, o que faz com que um tênis com amortecimento seja realmente macio, sem a percepção de “batida seca”, é somatória de dois fatores.

 

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O primeiro é a densidade (mais mole ou mais firme) da espuma da entressola (EVA), que pode mudar maciez do tênis diante do segundo fator, que é a composição da borracha do solado. Quando ela é muito rígida, limita o trabalho do EVA de proporcionar maciez e até absorção de impacto.

Quando o solado do tênis com amortecimento, principalmente na área do calcanhar, é rígido, corredores que têm a característica de aterrissar com a parte de trás sentem bastante esse impacto, o que é bastante desconfortável.

Isso acontece porque algumas marcas aplicam a composição de borracha de carbono nesta região, com o objetivo de gerar maior durabilidade. Outras estendem o mesmo composto para a área do antepé, tornando o tênis ainda mais desconfortável, dando aquela a sensação de batida seca.

Nestes casos, ao apertarmos a entressola, podemos perceber que ela tem, sim, boa maciez. Porém, o solado rígido limita o trabalho de absorção de impacto.

Algumas marcas já estão optando por produzir alguns modelos com um solado com borracha não tão rígida e até com uma espessura mais fina, criando um tênis mais macio, leve e confortável – e com uma vida útil menor. 

Os textos, informações e opiniões publicados nesse espaço são de total responsabilidade do autor. Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Ativo.com

Sobre o autor

Rodrigo Roehniss

Graduado em Administração de Empresas com MBA em Gestão em Marketing Esportivo, Rodrigo Roehniss é especialista em tênis de corrida, além de prestar consultoria sobre o universo de pro... VEJA MAIS

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