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Acroyoga pode ser considerado um estilo de yoga? Veja diferenças

Foto: Shutterstock

O acroyoga tem feito sucesso no universo mais “zen”. Apesar de ser uma prática divertida, sempre em duplas, o acroyoga pega emprestado algumas características da tradição milenar, mas enfatiza as técnicas de acrobacia. O intuito é que os praticantes consigam trocar de postura sem que a pessoa que está em cima (voador, como é chamado) coloque o pé no chão.

Para realizar a prática, as posições feitas no acro necessitam de duas pessoas — a base e o voador. Em alguns casos, são necessárias três pessoas, quando é fundamental que alguém auxilie na segurança da dupla que está realizando a prática.

Andreza Gomide, professora e especialista em acroyoga, é formada pela na Acroyoga Internacional nos Estados Unidos e conta que no “acro” é fundamental a confiança entre os praticantes. “Sem a confiança, a pessoa parece pesar muito mais, e aí a prática não acontece”, completa.

Para fazer acroyoga, além de um parceiro apto e com muita vontade, a dupla necessita de um tapete de yoga (mat), e em alguns casos, um suporte ou apoio para a região lombar.

Benefícios do acroyoga

Os benefícios psicológicos são os mais evidentes. Concentração, preparo psicológico e auxílio no controle da ansiedade são perceptíveis para os praticantes.

“Tem a ver com confiança e entrega. Essa conexão com a outra pessoa, a que está te tocando. Falta isso nas pessoas, a conexão olho com olho, de toque, cuidado com o outro. É a parte mais interessante”, explica Andreza.

Fisicamente, os ganhos são alongamento, força e definição muscular. “Tive vários alunos que não conseguiam alcançar a mão no joelho e agora conseguem tocar os pés”, relata a professora.

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Yoga e acroyoga

Segundo a especialista no assunto, o yoga é muito mais introspectivo. Ou seja, a prática é só você e seu tapetinho. A consciência corporal também é individual. 

Já no acro, existe a preocupação de ter outra pessoa te sustentando. Exige responsabilidade, pois você precisa ter boa consciência de seu alinhamento corporal para se encaixar com seu par.  

Outra grande diferença são as transições das posições — no acro, a pessoa que está em cima não pode tocar o pé no chão.

“As semelhanças entre as práticas são as posturas, a própria postura da base, que a pessoa está deitada com as costas no chão e os pés apontados para o céu é uma postura do yoga”, comenta Andreza.

Como funcionam as primeiras aulas?

Para quem nunca fez uma aula de acro, Andreza costuma ensinar as posturas que serão feitas no chão, para a pessoa começar a compreender a força do próprio corpo. Então, a mesma postura feita no chão é executada em cima dos pés ou das mãos da pessoa (que no caso seria a base).

“Eu costumo começar com uma postura tradicional, que no yoga chamamos de gafanhoto, mas no acro chamamos de pássaro. Nela, os pés da base estão apoiados na região do quadril e ela está com o peito aberto”, explica.

Segundo a especialista, já nessa primeira postura a pessoa sente se tem medo ou em qual posição ela prefere ficar para depois evoluir na prática. “Ela cria coragem para experimentar o que é melhor e mais seguro para ela”, diz.

A grande questão é: todo mundo pode fazer? “O acroyoga é para todos”, recomenda. 

*Fonte: Andreza Gomide, professora de acroyoga.

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