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Por que dói?

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Joelho de Corredor

30 de março de 2016 por Redação Por que dói?

Sobrecarga na articulação e falta de fortalecimento muscular causam a síndrome patelofemoral.

Causa

  • Alterações anatômicas na tróclea femoral
  • Fraqueza e/ou desequilíbrio do quadríceps
  • Desalinhamento da postura corporal
  • Correr sempre em piso muito duro
  • Qualidade dos tênis
  • Volume e intensidade dos treinos

Sintomas

  • Dor na parte da frente do joelho
  • Dor ao esticar a perna após um período sentado
  • Estalo do joelho, sensação de a patela estar desencaixando
  • Inchaço na parte da frente do joelho
  • Dor para subir e descer escadas ou ladeiras
  • Como em qualquer lesão, o processo inflamatório apresenta uma sequência, avisa Luís Fernando Machado. Primeiro, o atleta sente dor apenas ao praticar o exercício. Por fim, passa a sentir dor até em repouso
JoelhoCorredor
A patela pressiona o fêmur, causando inflamação

Tratamento

  • Interromper os treinamentos
  • Fazer compressas de gelo para diminuir o processo inflamatório
  • Tomar anti-inflamatórios — só em repouso (ou camuflarão a lesão)
  • Trabalhar o reequilíbrio muscular, a fim de fortalecer a musculatura da coxa e diminuir o impacto no joelho
  • Fazer fisioterapia com aparelhos específicos para tratamento da inflamação
  • Cirurgia, mas somente em último caso, dependendo da gravidade

Prevenção

  • Reforçar os músculos da região da coxa, com alongamento complementar, visando à diminuição de sobrecarga no joelho
  • Usar tênis adequados para o tipo de pisada e de piso
  • Evitar treinos em subidas e descidas

Retorno às corridas

  • O tempo de recuperação depende do estágio no qual a lesão começou a ser tratada. O ideal é procurar o médico aos primeiros sinais de dor
  • Dependendo do grau, a lesão da cartilagem não regride. Isso significa que, ao treinar para uma prova ou intensificar a corrida com subidas e descidas, o atleta voltará a sentir dor. Por isso, é fundamental realizar um trabalho de fortalecimento muscular

A patela começa a lixar o fêmur, provocando a inflamação, seguida de muitas dores”

Se, ao iniciar aquela subida matadora, sente seu  joelho  reclamar, ou se levanta da cadeira do escritório, após um dia extenuante de trabalho, e escuta o joelho estalar, como se desencaixasse do resto da perna, é bem provável que você esteja sofrendo da chamada síndrome da dor patelofemoral, conhecido como joelho de corredor. É uma lesão — ou associação de várias lesões — que resulta em um mesmo quadro: degeneração da cartilagem articular da superfície posterior da patela, seguida de desconforto e dor.

O problema do joelho de corredor ataca mulheres e homens, e acontece após um atrito anormal da patela com o sulco patelar do fêmur. Traduzindo: a patela começa a lixar o fêmur, uma vez que é essa cartilagem que dá movimento aos joelhos, provocando a inflamação, seguida de muitas dores. Nas mulheres, os joelhos mais para dentro e a bacia mais larga provocam um desalinhamento da patela, que tende a se deslocar mais para fora. Nos corredores, a sobrecarga de treino, principalmente em subidas e descidas, resulta no maior atrito e, consequentemente, em mais desgaste da cartilagem, o que pode gerar o joelho de corredor. Se não há trabalho de fortalecimento muscular adequado, alongamento e equilíbrio postural, as chances de sentir dor nos joelhos sãos grandes. “Quando você trabalha os músculos da coxa, como se deve fazer, a sobrecarga da corrida vai para lá, e não para o joelho. Dessa forma, o impacto na cartilagem, no tendão e na articulação diminui”, explica Luís Fernando Machado, ortopedista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos.

O tratamento do joelho de corredor ainda é um desafio, por falta de bases científicas das técnicas de reabilitação. “Distúrbios no alinhamento estático e dinâmico dos membros inferiores, como a pronação excessiva, têm sido associados como fatores de risco para a disfunção”, explica a fisioterapeuta Sandra Aliberti, que produziu tese de mestrado sobre o tema. É fundamental o uso de tênis com boa estabilidade, para não agravar a tendência de pisar para fora ou para dentro, além de evitar declives nos cantos das ruas.

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