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Nade mais rápido usando a técnica de rotação do tronco

Foto: Ironman

Aqueles que treinam há mais tempo sabem da importância da rotação do tronco durante o nado. É uma técnica muito utilizada nas provas, mas que costuma gerar dúvidas entre os triatletas, sobretudo por não ser incentivada no início das aulas de natação. Embora seja fácil de realizar, só é abordada quando se busca resultado, aumento de performance. Para explicar o movimento, conversamos com Felipe Manente, triatleta e diretor/ treinador da assessoria esportiva que leva o seu nome, e Danilo Bocalini, treinador de natação e especialista em fisiologia do exercício pela Universidade de São Paulo (USP).

Por que utiliza-la?

Girar o tronco ao nadar deixa o movimento mais hidrodinâmico. É uma técnica essencial para quem visa melhorar sua performance. Mas cuidado: perde-se muita velocidade se a rotação do tronco não for bem executada, ainda mais durante as respirações frontais, nas quais a tendência é que o quadril abaixe, aumentando o arrasto.

O movimento

Deve-se girar o tronco de acordo com a braçada. Na fase submersa da braçada, quando alongamos o braço esquerdo à frente, antes de começar a puxada, o tronco deve girar de forma que o ombro do lado esquerdo fique submerso e o ombro direito se mantenha acima da linha da água. A rotação do tronco favorecerá a “puxada” da água para trás, o que gerará maior propulsão. O mesmo acontece com o lado oposto, dando sequência ao ciclo de braçadas. Durante o movimento, a pernada é feita normalmente, de acordo com a característica de cada atleta.

Mais técnica, menos energia

Uma técnica afiada para a rotação de tronco compensa todo o gasto energético do movimento executado no nado. Com o tempo, treinando, a tendência é que se gaste menos energia para fazer o giro do que um atleta que não faz uso dessa prática.

 

Escrita por Daniel Balsa

 

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