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"Pronto para minha melhor Olimpíada"

Por Fábio Maradei

Representante brasileiro desde que o triathlon foi incluído como modalidade olímpica, nos Jogos de Sydney e Atenas, o paranaense Juraci Moreira está na Austrália, onde inicia a fase decisiva para a conquista de sua vaga para Pequim 2008. O competidor de 28 anos, bronze no Pan Rio 2007, disputará três provas seguidas, sendo duas copas do mundo na Oceania e o Pan-americano da modalidade, no México, querendo definir a sua situação no ranking.

Ele ainda terá três competições “reservas” no caso de precisar de mais pontos, mas o objetivo é retornar da disputa mexicana, em abril, com o “passaporte carimbado”. O primeiro compromisso será no dia 30, na Austrália, com a abertura da Copa do Mundo 2008, em Mooloolaba. Logo no dia 6 de abril, ele compete na Copa do Mundo de New Plymonth, na Nova Zelândia. Já no dia 19, estará no México, para o Pan-americano, em Mazatlan.

O objetivo é ficar entre os top 20 nas provas realizadas na Oceania e chegar entre os cinco primeiros na disputa mexicana. Na programação em busca da vaga olímpica, ele ainda conta com as etapas da Copa do Mundo de Richards Bay, na África do Sul, no dia 4 de maio, Madrid, na Espanha, no dia 25, e o Campeonato Mundial, em Vancouver, no Canadá, no dia 8 de junho, as competições “reservas” em seu calendário.

Neste ano, Juraci já garantiu resultados importantes. Logo no dia 6 de janeiro foi o vencedor da Copa Continental Vina Del Mar, no Chile, a prova de abertura do Circuito Mundial de Triathlon. Na sequência, foi o terceiro lugar na Copa Continental La Paz, na Argentina. No Brasil, outras duas marcantes conquistas, como o título individual e por equipes do Mundialito de Fast Triathlon, em Santa Catarina, e o pentacampeonato no Sesc Triathlon de Caiobá, no Paraná. Veja a entrevista na íntegra do triatleta ao Prólogo.

Prólogo: Como está o pensamento rumo à vaga olímpica?
Juraci Moreira:
Estou bastante confiante na conquista da vaga. Venho trabalhando para isso desde 2006, indo atrás dos pontos necessários. Para estes Jogos ficou muito mais difícil o critério de classificação, pois agora só valem pontos para o ranking olímpico as etapas da Copa do Mundo e campeonato Pan-americano. Antes, as provas continentais também eram válidas. Isso fez com que o Brasil perdesse vagas no masculino e feminino, mas hoje não me vejo fora da Olimpíada. Estou treinando muito e meu foco está todo na classificação. Confio na minha terceira participação nos Jogos.

Prólogo: Como foram os treinamentos finais, visando estas etapas na Oceania?
JM:
Desde o final de 2007, venho treinando muito para iniciar o ano bem e competir nas etapas do Chile e Argentina. Após, mantive o mesmo pique. Essas semanas finais foram muito boas, principalmente pela minha companhia de treino, o francês Benjamim Sanson, que está treinando com a gente aqui em Curitiba. Ele é muito forte na natação e bike e isso me ajudou muito a estar sempre no ritmo que vou encontrar lá fora.

Prólogo: Acredita em bons desempenhos nestas duas etapas?
JM:
Sim! Quero chegar entre os 20 primeiros, mas acredito que se tudo der certo, posso ser top 10 nessas provas, o que facilitará muito a minha classificação, deixando a prova do México como cartada final, pois, finalizando entre os cinco no pan-americano terei pontos suficientes para a classificação.

Prólogo: O que esperar de Pequim?
JM:
Muito mais experiência. Estou mais maduro, acostumado com o grande tumulto que é uma Olimpíada e com a pressão que os atletas sofrem. Vim de uma medalha de ouro nos Jogos Sul-Americanos 2006, um bronze no Pan 2007 e estou pronto mentalmente para fazer a minha melhor Olimpíada.

Prólogo: E a forma física?
JM:
Vou me dedicar muito para chegar no dia da prova na minha melhor forma física. Sei o quanto é importante estar numa Olimpíada e o quanto isso significa para mim. É uma oportunidade única na vida de um atleta. Já tive duas oportunidades de ouro, em Sydney e Atenas, e quero aproveitar mais essa.

Prólogo: Garantindo a vaga, você terá três meses de treinos. Como será a preparação final para os Jogos?
JM:
Se eu garantir a classificação já na prova do México, terei tempo para me preparar. Estamos planejando de fazer um grupo forte na França, para treinar em junho e julho. Se tudo der certo, faremos a preparação lá, com o Benjamim Sanson, alguns franceses que correm na elite, o Cristiano Solak, meu treinador de natação e atleta, e o Leonardo Arielo, futuro do triathlon brasileiro que treina comigo e tem 18 anos. E, claro, o Leandro Macedo, meu técnico. Será um grupo forte.

Prólogo: O que ainda pode melhorar?
JM:
Minha natação tem que melhorar mais para a Olimpíada, mas treinando agora com Bejamim, sei que vou melhorar. Ele tem a melhor natação do mundo no triathlon e não tenho parceiro melhor para me ajudar.

Prólogo: E a sua estrutura de retaguarda? Como está?
JM:
Tenho muitos profissionais envolvidos na minha performance. O Leandro Macedo, que também já esteve em duas olimpíadas e é um ícone do triathlon nacional, é meu treinando e coordenador geral. Conto com um grupo multidisciplinar muito bom. O Cristiano Solak é meu treinador de natação. A Karla Simas é minha fisioterapeuta. A doutora Renata Curi e o doutor Leandro Vaz são meus médicos; o doutor Marco Pedroni, o meu ortopedista; a Lili Purim é a minha nutricionista e a Patrícia Abreu, a minha massagista. Também conto com os meus companheiros de treino, o Leonardo Ariello, futuro do triathlon nacional, e o Benjamim Sanson. Também sempre fui patrocinado e venho com bons parceiros ao longo da minha carreira. Hoje a Club Social, Amil e Mizuno me proporcionam toda a estrutura financeira que preciso. Também tenho apoios que me ajudam com o material, a Pinarello, Endorphine Eyewear e Rádio Transamérica.

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