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Berlim planeja construção de ‘marginais’ exclusivas para ciclistas

Foto: CDU Steglitz-Zehlendorf/Staubach+Kuckertz Architekten

Há mais de um década Berlim marca presença no ranking das melhores cidades europeias para andar de bicicleta. Manter essa reputação não é uma tarefa simples para a capital alemã, que hoje, quando o assunto é mobilidade urbana sobre duas rodas, está atrás de Amsterdã e Copenhague – na Holanda e na Dinamarca, respectivamente. Berlim, entretanto, está decidida a galgar mais alguns degraus no ranking e no conceito dos ciclistas. Para isso, criou um projeto que prevê a implantação de superciclovias, que funcionarão como marginais exclusivas para ciclistas, ligando o centro a regiões periféricas da capital alemã. 

Dentro desse projeto, 13 superciclovias foram aprovadas pelos legisladores da cidade em fevereiro, sendo que duas delas já devem ter as obras iniciadas até o final deste ano. As marginais exclusivas para ciclistas terão no mínimo 5 km de extensão e 4 metros de largura – ou 3 metros nos trechos de mão única -, sendo que a parada em cruzamentos e intersecções não deve ultrapassar 30 segundos de espera. Elas cortarão os principais trechos de Berlim e permitirão aos usuários de bike entrar e sair da região central com mais velocidade e segurança, sem terem que se misturar aos carros.

 

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Embora as condições para ciclistas em Berlim ainda sejam melhores que em muitas outras metrópoles, as bicicletas ainda passam constantemente sobre paralelepípedos e se misturam aos carros sem que a distância de 1,5 m seja respeitada. As superciclovias devem ser implantadas em antigas vias férreas que eram utilizadas na época da divisão entre os dois blocos – oriental e ocidental – e atualmente estão desativadas. O projeto, no entanto, vem acompanhado por muita polêmica, visto que alguns grupos pedem que as linhas ferroviárias não utilizadas voltem a ter seu propósito original e que novos serviços de trem sejam inaugurados. A resposta do bloco favorável às ciclovias veio em forma de abaixo-assinado. Mais de 100 mil assinaturas foram recolhidas no ano passado para colocar a votação na agenda política da cidade.

 

 

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