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Por Tadeu Matsunaga
A Europcar, senão tem um dos seus ciclistas na luta pela camisa amarela, ao menos cumpriu com sua missão neste Tour de France e conquistou a segunda vitória consecutiva na competição. Depois do experiente Thomas Voeckler foi a vez do promissor Pierre Rolland assegurar o triunfo na 11ª etapa da prova – 148 km entre Albertville e La Toussuire.
Rolland foi um dos protagonistas da principal fuga do dia, que assim como na etapa anterior, foi composta por bons nomes do pelotão, como Chris Hornes, Biel Kadri, Robert Kiserlovski, Fedrik Kessiakoff, Vasil Kiriyenka, Peter Velits, Chris Anker Sorensen, entre outros. Na subida do Col de Rechmond (cat 3) – penúltima montanha do dia – muitas quebras aconteceram entre os escapados, com Rolland, Kiserlovski, Kiriyenka e Sorensen sendo os remanescentes.
O quarteto seguiu junto até os últimos 12 km do estágio, quando um ataque do ciclista da Europcar fez com que cada um dos seus companheiros de fuga sobrassem pouco a pouco. Assim como no Tour do ano passado, Rolland administrou o ritmo no final da etapa, mesmo com a proximidade do grupo camisa amarela e triunfou mais uma vez em solo francês – em 2011 ele superou Alberto Contador e Samuel Sanchez no Alpe d´Huez. Thibaut Pinot (FDJ) terminou em segundo.
A maior novidade estava entre os favoritos: Cadel Evans (BMC) não resistiu ao ritmo da Sky na subida final, e até mesmo o camisa amarela Bradley Wiggins apresentou sinais de fraqueza, com dificuldades para acompanhar o frenético ritmo imposto por seu companheiro de equipe Chris Froome. Evans acabou perdendo mais de dois minutos em relação aos principais concorrentes ao título.
Quem também terminou a prova junto com o australiano foi Frank Schleck e Tejay Van Garderen. Já Vincenzo Nibali protagonizou diversas tentativas de ataque, mas acabou o estágio com Wiggins e saltou para a terceira posição no geral. Os dois primeiros lugares são ocupados pela dupla Wiggo e Froome. Evans despencou para a quarta posição, enquanto Van Den Broeck, que mais uma vez desempenhou um bom papel nas montanhas é o quinto.
Com quatro subidas categorizadas, incluindo duas HC o Col de la Madeleine e do Col de la Croix de Fer – a expectativa era de que muitas quebras e ataques acontecessem entre os favoritos, o que aconteceu, assim como uma fuga massiva que mais uma vez prevaleceu.
Um dos momentos mais curiosos da etapa aconteceu a 5 km da meta, quando Wiggins ficou sem seu companheiro Froome, que atacou de forma intensa e pareceu não perceber que seu líder e capitão não havia acompanhado seu ritmo, tendo assim que diminuir a passada e esperando por Wiggins.
Etapa
1 Pierre Rolland (FRA) Europcar 4:43:54
2 Thibaut Pinot (FRA) FDJ-Big Mat 0:00:55
3 Christopher Froome (GBR) Sky
4 Jurgen Van Den Broeck (BEL) Lotto Belisol 0:00:57
5 Vincenzo Nibali (ITA) Liquigas-Cannondale
6 Bradley Wiggins (GBR) Sky
7 Chris Anker Sörensen (DIN) Team Saxo Bank 0:01:08
8 Janez Brajkovic (ESL) Astana 0:01:58
9 Vasili Kiryienka (BLR) Movistar 0:02:13
10 Frank Schleck (LUX) RadioShack-Nissan 0:02:23
Geral
1 Bradley Wiggins (GBR) Sky 48:43:53
2 Christopher Froome (GBR) Sky 0:02:05
3 Vincenzo Nibali (ITA) Liquigas-Cannondale 0:02:23
4 Cadel Evans (AUS) BMC Racing Team 0:03:19
5 Jurgen Van Den Broeck (BEL) Lotto Belisol 0:04:48
6 Haimar Zubeldia Agirre (ESP) RadioShack-Nissan 0:06:15
7 Tejay van Garderen (EUA) BMC Racing 0:06:57
8 Janez Brajkovic (ESL) Astana 0:07:30
9 Pierre Rolland (FRA) Europcar 0:08:31
10 Thibaut Pinot (FRA) FDJ-Big Mat 0:08:51
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