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BR 135+: uma prova que não perdoa

Foto: Arquivo pessoal

O calendário de ultramaratonas brasileiras começou com um dos eventos mais difíceis do País: a BR 135+.

Em sua décima quinta edição, a prova reuniu 270 atletas de 13 países diferentes.

A largada acontece em São João da Boa Vista, em São Paulo, e passa por mais 10 cidades: Andradas, Barra, Crisólia, Ouro Fino, Inconfidentes, Borda da Mata, Tocos do Moji, Estiva, Consolação e Paraisópolis.

Passaporte para outros desafios

Para quem faz a prova na modalidade solo, o total da distância percorrida é de 217 km.

Além da superação, quem participa da BR 135+ tem chances de se qualificar para outras corridas dificílimas fora do Brasil, como a Badwater, no Vale da Morte nos Estados Unidos, e a Arrowhead, na fronteira entre Estados Unidos e Canadá.

Todas fazem parte da Copa do Mundo de Ultramaratonas em ambientes extremos. Também é possível obter 4 pontos de qualificação para a The North Face Ultra Trail Du Mont-Blanc.

O percurso exigente da BR 135+ traz ainda mais dificuldades para os corredores — possui cerca de 7 mil metros de altimetria acumulada acompanhados de um calor escaldante.

Ou seja, dá para imaginar que muita gente é vencida antes de cruzar a linha de chegada.

O atleta da seleção brasileira de ultramaratona Itamar Goes, que já esteve presente em seis edições — inclusive como pódio geral em 2016 e 2017 — completou o percurso deste ano em 47h59s.

A seguir, ele relata sua experiência no duro desafio.

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O ultramaratonista Itamar Goes

“A largada foi às 10h, rumo à cidade mineira de Paraisópolis. Em 2018 eu estava na lista dos favoritos e para este ano minha ideia era concluir em até 26 horas, mas a temperatura passava dos 40 graus e tudo ficou mais difícil. Embora estivesse preparado, logo no início senti mal-estar e dor no estômago.

Percorri bons quilômetros com dor e os amigos que passavam por mim notavam que eu não estava bem.

A parceria nesse tipo de disputa é algo que prevalece, recebi o apoio de muitos corredores para continuar. Decidi seguir, mas já sem esperança de obter um bom resultado. Mudei meus planos para apenas terminar a prova, desde que minha integridade física estivesse assegurada.

Passando por Andradas encontrei mais amigos que também me ajudaram, mas no trecho de subida para as Serras dos Lima apaguei e caí.

Me recuperei desse ‘apagão’ e decidi parar na pousada da Dona Natalina. Tomei banho, me alimentei e na cidade de Crisólia um amigo me deu remédio. 

Aos poucos fui melhorando e retornei à prova. Com o incentivo de mais amigos corredores pelo caminho, ganhei confiança e voltei ao meu ritmo habitual.

Em Estiva resolvi tomar outro banho e comer uma canja. Importante ressaltar que o descanso é necessário.

Estava me sentindo muito cansado e dormi por algumas horas. Depois da pausa segui num ritmo forte, rodei por quilômetros a um pace de 3min30s. A partir dessa melhora, a meta mudou e mirei em fazer abaixo de 48 horas. Cruzei a linha de chegada com 47h59min!”.

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