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Aplicativos de corrida: era do monitoramento

Por Cléa Martins

Se fôssemos fazer uma lista com todos os aplicativos de corrida que ajudam no monitoramento, certamente deixaríamos algum escapar. Isso porque o número de programas disponibilizados nas lojas virtuais dos mais diversos sistemas operacionais — iOS, Android, Microsoft, Blackberry, entre outros — é enorme. E existem APPs, como também são chamados, para todos os tipos de treino e gosto, dos pagos aos gratuitos. A popularidade desses programas parece ser tão grande quanto da própria corrida.

Aplicativos como Runtastic, Nike+ Running e RunKeeper, por exemplo, somam mais de 130 milhões de downloads pelo mundo. Não é para menos. Agora, com o celular na mão, o corredor de qualquer categoria — iniciante, intermediário ou mesmo veterano — pode monitorar a distância, ritmo e o tempo da corrida enquanto ouve sua playlist e recebe mensagens e incentivos virtuais. E não é tudo.

A grande maioria dos aplicativos permite ainda que você acompanhe o percurso em mapas digitais, como o  Google Maps, receba avisos de quando bateu recordes pessoais, compartilhe os treinos nas mídias sociais, inclusive com fotos personalizadas e acompanhe, ainda, nos respectivos sites, todos os resultados em planilhas de treino. Todos esses recursos têm permitido ao corredor incrementar a corrida, diz Nathalia Tercero, diretora de  Running da Nike. “O Nike+ Running já ajudou milhões de atletas a rastrear, monitorar, compartilhar e comparar corridas dentro de uma comunidade global, incentivando-os a correr mais e de forma mais inteligente.” Esses aplicativos podem ser vistos como uma espécie de “treinador virtual”, já que oferecem programas de treino, feedback em áudio em tempo real e ferramentas para acompanhar a evolução da sua performance.

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O corretor de imóvel Fernando Ferz, de 28 anos, que começou a correr há um ano e meio, conta que encontrou no aplicativo Runtastic o incentivo que precisa para continuar correndo. “Comecei a correr por motivos de saúde. Estava com sobrepeso. No início treinava todos os dias e fazia cerca de 5 km. Hoje treino quatro vezes por semana, cerca de 7 km cada”, afirma Fernando, que já participou da Meia-maratona de Santo André, cidade onde mora: “Corrida é um esporte de desafios. O tempo e a distância são alguns deles. Como corremos geralmente sozinhos, o aplicativo, com todas as suas informações e recursos, ajuda a manter o estímulo e nos permite ter um parâmetro maior da nossa evolução”.

Apps vs Relógios Esportivos

Cada empresa defende o seu peixe. A diretora de Running da Nike, por exemplo, diz que atualmente as diferenças entre os dispositivos de monitoramento de treino com GPS e os aplicativos são pequenas. “Ambos têm basicamente as mesmas funções: monitorar a distância, tempo por quilômetro, calorias gastas na atividade e os treinos personalizados, além de fornecerem um mapa do percurso”. Para ela, a escolha entre uma tecnologia e outra não aponta o grau de evolução do corredor: “Nosso aplicativo, por exemplo, tem programas de treino para quem vai correr seus primeiros 5 km ou para quem está se preparando para uma maratona”, explica.
Alguns corredores estão certos, porém, de que para chegarem mais longe foi preciso usar dispositivos de monitramento de treino com GPS. Rodrigo Zannin, 32 anos, é um deles. Há três anos, então sedentário, 25 kg mais gordo, fumante, beberrão e hamburgólotra, segundo sua própria descrição, escolheu a corrida para evitar o que concluiu ser um futuro desagradável. Mas começar a correr foi difícil.

Primeiro vieram os 5 minutos andando por 1 minuto de trote, depois a corrida de fato e os primeiros 5 km. “Entendi que o bichinho da corrida tinha me mordido e procurei uma assessoria. De lá para cá, os 5 km viraram 21 km.” E o que aplicativo e GPS têm a ver com essa história? Segundo o publicitário, tudo. “Correr sem música, para mim, era algo fora de cogitação e o celular já estava ali pendurado no braço. Comecei com o aplicativo Nike+ Running. Ele teve um papel fundamental para que eu me mantivesse empolgado. Começar a correr é meio sofrido para quem está fora de forma e essa técnica que une integração social, recompensas digitais e dados funciona bem. Usar o aplicativo me ajudou a entender minhas velocidades e meus tempos, pois conseguia ter um acompanhamento e ainda me comparar com outros amigos.” Foi quando entrou para a assessoria que a corrida ficou mais complexa, diz Zannin: “Gosto de correr sozinho. Então precisava de mais dados do que o aplicativo me fornecia. Precisava basear as corridas em critérios como esforço, velocidade e frequência cardíaca”.

No início, o corredor optou pelo  Garmin Forerunner 610. Após um ano, trocou pelo Forerunner 220. Hoje, Zannin programa o relógio com a grade mensal de treinos que recebe da assessoria. “Posso fazer tiro, fartlek, longo, o que for, no horário e local que desejar. O sistema também ajuda no reporte ao treinador. De tempos em tempos, passo os links das corridas para ele avaliar, corrigir, intensificar ou reduzir os treinos”, comenta. Mas não é porque usa um relógio esportivo que Zannin abriu mão de aplicativos de corrida para celular. A interação entre Garmin e Nike+ Running permite que ele espelhe os treinos e dados do dispositivo no aplicativo. “Eles são realmente complementares”, diz.

Além do Básico

Para Ilham Harati, gerente de marketing da Garmin, os aplicativos de corrida e dispositivos de treinos com GPS têm objetivos e públicos distintos: “O aplicativo é utilizado para obter informações essenciais e geralmente é gratuito ou possui um valor baixo. Como regra geral, eles são para iniciantes ou pessoas que começam a mensurar o seu treino. Já os aparelhos com GPS específicos para corrida são ferramentas completas – é como ter um personal trainer”.

Harati explica que os dispositivos oferecem mais do que gravar percurso ou informar distância, tempo, ritmo, frequência cardíaca e calorias. “Eles permitem personalizar o treino de acordo com as metas do usuário, fornecem informações mais detalhadas e amplas. Também possibilitam planilhar o treino (como treino intervalado) e acompanhar o progresso ao longo do tempo.” Entre os recursos dos aparelhos com GPS, por exemplo, o corredor conta com AutoLap, que marca cada volta automaticamente, AutoPause, Parceiro Virtual (para competições), alertas de tempo, distância determinada ou zona cardíaca.

Produtos tops informam inclusive a estimativa de VO2 (volume de oxigênio) máximo consumido e previsão de término. Os aparelhos de entrada da Garmin — Forerunner 10 e Forerunner 15 — custam R$ 700 e R$ 1.200, respectivamente. Já os modelos top de linha da marca para corrida — Forerunner 620 e Forerunner 920XT — custam R$ 2.200 e R$ 2.500. Não muito abaixo disso, a empresa lançou mundialmente o Forerunner 225. O novo relógio com GPS para corrida mede a frequência cardíaca diretamente no pulso.

O produto chega ao mercado nacional no segundo semestre e deve custar R$ 2.000. Outras marcas também são populares entre os brasileiros. A TomTom, por exemplo, oferece aparelhos como o TomTom Runner Cardio – relógio para corrida com GPS e monitor de frequência cardíaca embutido. O preço é de R$ 1.600. Já da Polar, o top de linha é o relógio V800. Ele é recomendado pela marca para os atletas mais dedicados que, entre outros recursos, podem contar com programas de treinamento inteligente. O valor é de R$ 3.300. Para os que não precisam de tanta tecnologia, as marcas oferecem modelos mais simples por R$ 800, da Tomtom, e Polar M400, por R$ 1.200.

(matéria publicada na edição #145 da revista O2, junho de 2015)

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