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Hiperidrose: causas e tratamentos da produção excessiva de suor

Foto: Shutterstock

Mesmo que transpirar possa não ser agradável para algumas pessoas, é fundamental para a saúde, já que o processo auxilia na regulação da temperatura corporal. Mas algumas vezes este mecanismo natural do nosso organismo acaba se desregulando, causando a hiperidrose, produção excessiva de suor, especialmente nas mãos, plantas dos pés, axilas e no rosto.

O suor é produzido pelas glândulas sudoríparas, que ficam logo abaixo da pele e têm como principal função liberar a substância para impedir que a temperatura corporal se eleve demais. A hiperidrose é caracterizada justamente pela hiperatividade destas glândulas, o que pode ocorrer por diferentes motivos.

“A hiperidrose é uma situação que compromete a qualidade de vida, acarretando prejuízos sociais, profissionais e psíquicos aos seus portadores. O odor fétido pode surgir acompanhado ou não de infecções bacterianas , fúngicas e dermatites de contato”, afirma a Dra. Lais Leonor, dermatologista da clínica Dr. André Braz (RJ).

Hiperidrose

Há dois tipos de hiperidrose, a primária focal e secundária generalizada.

A hiperidrose primária costuma se manifestar ainda durante a infância e a adolescência e é causada por fatores genéticos ou pelo estado emocional do paciente. Neste caso, as regiões da axila, das palmas das mãos, das plantas dos pés, do couro cabeludo, do rosto e da virilha são as mais afetadas pela doença.

“É uma alteração benigna, sem causa conhecida e com incidência relatada entre 0,6% a 3% da população mundial”, diz a Dra. Lais Leonor.

Já a hiperidrose secundária é, na verdade, o efeito colateral de uma condição médica ou do uso de algum medicamento que acaba o funcionamento das glândulas sudoríparas. Neste caso, as pessoas afetadas podem suar em todas as áreas do corpo ou em regiões incomuns. Outra característica da condição é que a produção de suor pode ocorrer mesmo durante o sono.

Obesidade, menopausa, consumo de álcool e o uso de medicamentos são algumas das causas mais comuns deste problema.

Tratamento

Existem diferentes tipos de tratamento para a hiperidrose, que podem ser adotados de acordo com a causa e a gravidade da doença.

  • Soluções tópicas: uso de medicamentos específicos para a região, como desodorantes antitranspirantes à base de sais de alumínio.
  • Terapia iontoforese: feita por um aparelho elétrico que neutraliza as glândulas sudoríparas por correntes iônicas. O tratamento é realizado pelo próprio paciente. Basta colocar o dispositivo no local afetado de uma a duas vezes por dia por um tempo médio de 15 a 30 minutos.
  • Toxina Botulínica: mais conhecida como botox, funciona como um bloqueador que impede os estímulos nervosos de chegarem às glândulas sudoríparas e produzir o suor em quantidade maiores do que o necessário. A aplicação da toxina costuma ser um pouco dolorosa e é feita por injeção na região afetada. Os resultados são positivos, porém duram seis meses. Depois disso, é preciso repetir a aplicação.
  • Simpatectomia: é uma cirurgia que consiste no corte de alguns nervos simpáticos – nervos que atuam no sistema nervoso como controladores das funções do corpo – para reduzir a atividade das glândulas. Ela só deve ser feita em casos resistentes, onde não há outra forma de tratamento que resolva.
  • Aspiração das glândulas: também se trata de uma cirurgia, na qual, através de um instrumento semelhante ao de lipoaspiração, é realizada a remoção das glândulas de suor. O processo é feito com anestesia local. Após três dias do procedimento, o paciente já pode voltar a praticar atividade física;
  • Microondas: é um método que, por um aparelho à base de radiação eletromagnética, atinge as camadas mais profundas da pele, aquecendo as glândulas sudoríparas até serem eliminadas sem prejudicar a parte superficial da pele. O processo é mais doloroso do que a lipoaspiração, mas apresenta resultados semelhantes.
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Fontes

Dra. Fabiane Seidl – dermatologista – CRM RJ 5287852-9

Dra. Laís Leonor – dermatologista da clínica Dr. André Braz (RJ)

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