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5 verdades para quem quer começar a correr

Foto: Shutterstock

A corrida é um dos esportes – se não for o esporte – que mais cresceu nos últimos tempos. Já somos milhões e muita gente ainda vai começar a correr e descobrir tudo de bom que vem junto com a modalidade. Mas também, muitos desistem pelo caminho, ou nem chegam a tentar de verdade mesmo.

Para que isso não aconteça com você, listamos abaixo cinco verdades sobre a corrida, para simplificar o processo de assimilação e garantir que você se torne um corredor. 

Quer começar a correr? Saiba que:

Correr não machuca, se você for devagar e evoluir aos poucos

A maioria das lesões se dá pela seguinte combinação: “muitos km, muito cedo”. O que isso quer dizer? Que não é sugerido que você faça uma maratona quando começar a correr, por exemplo. Corredores se machucam porque fazem muito, muito cedo. Claro que outros (muitos) fatores podem afetar essa incidência de lesão, mas basicamente, tudo começa com correr demais muito cedo.

Você precisa treinar para seu corpo estar preparado para o impacto da corrida. Quantas histórias você já ouviu que começavam com um “eu nunca tinha corrido e aí fiz uma prova de 5 km”? 

Uma estimativa do especialista em Biomecânica da Universidade de Calgary, no Canadá, Benno Nigg, é que essa combinação de “muito, muito cedo” representa cerca de 80% das lesões na corrida. Ou seja, correr só machuca se você for negligente com seu corpo e fazer mais do que pode (ou fazer errado). 

Muitos iniciantes na corrida superestimam suas capacidades a curto prazo. Atropelam o próprio desenvolvimento porque têm pressa de correr cada vez mais – e no processo acabam se lesionando. A longo prazo, e com determinação, a sua corrida de 3 km pode virar uma maratona, sim. Mas, tenha paciência para construir essa base de forma sólida. Sem pressa.  

O treino mágico, o tênis perfeito ou a superfood milagrosa não existem

A corrida é um esporte simples, e sua essência exige simplesmente que você corra. Quando nos desafiamos de maneiras novas, tanto mental como fisicamente, cada exercício tem efeitos fisiológicos diferentes. Ou seja, não ache que os benefícios da novidade são verdades absolutas.

Se um treino HITT funcionou para você por um tempo, não quer dizer que ele seja o seu treino para sempre. Você terá que fazer alguma adaptação para que ele continue funcionando. Nosso corpo se acostuma aos estímulos – e estes param de ser efetivos.

Há evidências, por exemplo, de que usar tênis diferentes nos treinos pode ser uma boa ideia para diminuir o risco de sofrer uma lesão. Mas por que? Porque seu corpo está enfrentando adaptações ligeiramente diferentes com cada tênis e não se habitua a um modelo específico.

O mesmo acontece com a comida. Um alimento pode ajudar você a render mais, ou a se recuperar mais rápido, mas a forma com que você se alimenta durante todo o dia influencia no funcionamento do seu organismo muito mais do que aquele determinado alimento (ou aquela pílula “milagrosa” no pré-treino).

 

 

Suplementos não são essenciais

Você nem começou a treinar e já está pesquisando qual suplemento vai tomar? Por mais que muita gente se alimente à base de potes gigantes de todo o tipo, você não precisa entrar nessa onda. Pelo menos, não ainda. Principalmente se ainda vai começar a correr. Concentre-se em comer bem, dormir o suficiente, treinar de forma inteligente e movimentar-se mais ao longo do dia.

Muitos estudos apontam que os micronutrientes em forma de pílula raramente suprem os benefícios para a saúde que eles fornecem quando estão na forma de alimentos integrais. Ou seja, comer peixe é melhor do que tomar o óleo de peixe. As beterrabas com nitrato são melhores que as pastilhas de nitrato.

“A comida de verdade conversa com nossos genes, como nenhum suplemento é capaz de fazer”, afirma a nutricionista Sophie Deram, autora do livro “O Peso das Dietas”

Cada um é um e a única regra é que o cardápio deve ser planejado por um profissional, para você, de acordo com seus hábitos e estilo de vida. 

 

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Você pode correr melhor, mas para isso precisa correr mais

Há uma diferença entre estilos de corrida eficientes e ineficientes, existem exercícios e ajustes de marcha relativamente simples que podem tornar as suas passadas mais eficientes e fáceis para o corpo. Mas, a realidade é que para correr melhor, você precisa correr. Correr mais. Afinal, ficamos bons em tudo que praticamos.

E tem até um estudo para comprovar isso. Não se preocupe em arrumar detalhes do seu “carro” se ainda não tem um “motor” potente. Primeiro, invista na corrida para correr. 

Na corrida, a força da mente é tão importante quanto a do corpo

Se existe um tema que é constantemente debatido entre os corredores é o  papel do cérebro na determinação dos limites da resistência. O que faz duas pessoas com fisiologia aparentemente idênticas serem diferentes no desempenho? A mente.

É o que a ciência tem descoberto: o cérebro influencia na motivação e na autoconfiança e pode ter um efeito positivo (ou negativo) mensurável no desempenho físico Ou seja, para ser um bom corredor, além de fortalecer o corpo, é preciso também treinar a mente. 

 

Muito ainda será descoberto, mas muitos estudos e revisões sérias dizem que se você começar a correr hoje, reduzirá o risco e a gravidade de doenças que vão desde a depressão até o Mal de Alzheimer. E será muito mais feliz.

 

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