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Hoje atleta amador, ex-jogador brasileiro busca recorde na Disney

Foto: Arquivo pessoal

Marcelo Avelar, 34 anos, convive com o esporte desde a juventude. Depois de sair cedo de sua cidade natal, Vitória da Conquista (Bahia), para tentar a sorte no futebol em São Paulo, Marcelo acabou tomando gosto pela corrida enquanto treinava por conta própria.

Agora atleta amador e pós-graduado, ele quer, em janeiro do ano que vem, ser o primeiro a vencer quatro provas do Desafio do Dunga, que faz parte do final de semana da Maratona da Disney. O desafio leva os atletas a correrem 5 km na quinta-feira, 10 km na sexta, 21 km no sábado e 42 km no domingo dentro do parque temático mais famoso do mundo, na Flórida.

Marcelo até teve um início promissor no futebol. Estava, como volante, entre os vencedores da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2002, com a Portuguesa, e chegou a atuar na Holanda. “Eu não era muito técnico, me destacava mais pelo físico”, brinca ele. A sequência de lesões acabou deixando o atleta sem contrato e, para manter a forma, começou a correr.

“Descobri, ali, a minha paixão pela corrida”, afirma. Desde então, Marcelo se formou em educação física e fez pós-graduação em biomecânica do esporte. Participou de várias provas, inclusive ultramaratonas, e se tornou dono de uma assessoria esportiva e personal trainer.

Em 2016, Marcelo Avelar correu o Desafio do Dunga e foi o primeiro corredor a vencer 3 das 4 provas da competição (5 km, 10 km e 21 km). Na maratona, terminou em 9º.

Representar o Brasil e alcançar tal feito expressivo, sendo amador, animou Avelar. “Foi legal porque foi algo bastante divulgado por lá”, diz. Além disso, o resultado o motivou a ir ainda mais além. “Não estava preparado em 2016, por isso não deu para vencer a maratona. Mas senti que, treinando adequadamente, conseguiria”, explica. 

 

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Ele também comenta como o foco diferente muda seu treino. “O intervalo entre as provas é de 24 horas, logo, o treinamento é ainda mais visado na recuperação do corpo pós-corrida”.

Afinal, Marcelo precisa chegar inteiro no domingo para vencer a maratona. Sua alimentação, em compensação, não muda muito. “É o de sempre, nada especial. Só não dá para ficar dependendo da comida de lá [EUA] porque tudo é mais gorduroso”.

Marcelo inicia o treinamento para competir na Disney neste segundo semestre. Como é amador, ele também depende de espaços na agenda para correr. “A corrida não paga minhas contas. Às vezes, trabalhando como personal trainer, preciso aproveitar horários em que meus alunos faltam para treinar”.

E, apesar dos patrocínios e incentivos resultantes de seu desempenho expressivo como atleta não-profissional, Marcelo Avelar ainda revela que está nesse meio por conta do gosto pela corrida. “A maior consequência positiva disso tudo é a realização como atleta”.

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