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Americana se classifica para seletivas olímpicas de maratona aos 50 anos

Foto: Twitter

Quando chegam as Olimpíadas, normalmente ficamos surpresos com as conquistas de atletas no auge da sua juventude: a competição está recheada de pessoas com 18 anos de idade. Na maratona, a média já sobe um pouco. Eliud Kipchoge, por exemplo, já passou dos 30 e segue como referência na modalidade. Molly Friel, entretanto, parece não sofrer com o passar do tempo. Aos 50 anos, ela se classificou para as seletivas olímpicas americanas da maratona para os Jogos de 2020.

Com o tempo de 2h43min57s, ela ficou bem abaixo do corte de 2h45min e se colocou na história como a segunda mulher mais velha a se classificar para as seletivas olímpicas da maratona – Marion Irvine conseguiu a façanha aos 54.

A incrível marca já estava nos planos de Friel para a Maratona Internacional da Califórnia, mas uma série de dores na coxa colocou uma pulga atrás de sua orelha. Próxima da linha de chegada, os gritos de “Você vai conseguir!” de seu marido deram a certeza de que ela havia alcançado sua meta.

Segundo seu técnico Ian Torrence, a garra da pupila é determinante pra suas vitórias: “Ela sabe lidar bem com a dor”, disse à Runners World. Molly sabe que a preparação é o mais importante antes de qualquer prova, e por isso deposita toda sua confiança em seu técnico: “Eu apenas aponto o ônibus na direção correta e ela irá dirigi-lo”, afirmou o treinador.

A rotina de treinos com quase 160 km por semana impressiona, mas compreender que as corridas longas não serão divertidas é essencial, segundo a maratonista. Para compensar a exaustão, alguns colegas a fazem companhia em treinos mais curtos: seus cachorros Flynn e Buster conseguem correr por vários quilômetros e são sua principal fonte de prazer no esporte. Sua alimentação também não é regrada como a de muitos profissionais, incluindo jantares com cereais matinais e seus adorados cookies. 

Depois de sua incrível corrida, ela voltou ao trabalho no escritório de advocacia e foi recebida sem nenhuma comemoração pelo seu chefe, que não tem a menor ideia da capacidade atlética de Molly. Agora, a corredora poderá participar da seletiva norte-americana para os Jogos Olímpicos de 2020, em que enfrentará as melhores maratonistas de seu país para tentar uma vaga na competição.

 

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