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“Caos” e desistências: as polêmicas de Kenenisa Bekele

Foto: Divulgação

A desistência de Kenenisa Bekele na Maratona de Amsterdã, na semana passada, aumentou a lista de polêmicas do fundista etíope. O abandono no km 40, aliado à falta de justificativas pós-prova e a outras desistências recentes, levantaram dúvidas sobre sua motivação e a continuidade da carreira do atleta de 36 anos. Nas últimas cinco maratonas disputadas, foram três desistências.

Até o agente de Bekele, Jos Hermens, não economizou nas críticas ao fundista. “Ele tem tanto talento quanto Kipchoge, mas, enquanto Eliud se prepara seis meses para correr uma maratona, Kenenisa só começa sete semanas antes”, disse o representante. “Isso não pode funcionar. Eu já temia que outra desistência pudesse acontecer. No km 30 começa a maratona.”

Hermens insistiu nas comparações com Kipchoge, atual recordista mundial nos 42 km, para ressaltar que Bekele poderia ter ido mais longe em sua carreira.

“Kenenisa é um bom rapaz e não quero que isso soe como algo negativo. Mas creio que ele tenha algum tipo de dislexia, de incapacidade de se organizar. É como um garoto que está se portando mal, mas tem 36 anos de idade e e deve assumir suas responsabilidades. Eliud está sempre descansando em sua cama e Bekele está sempre dando voltas em seu carro. É caótico em todas as áreas de sua vida. Conserta uma coisa e logo surge outra errada”, afirmou.

O Ativo relembra abaixo algumas polêmicas da carreira do etíope. Confira:

 

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Comportamento tímido e arredio

Amigo de Bekele, o jamaicano Usain Bolt já reclamou que a imprensa não dá o devido reconhecimento ao etíope. “Ele é um atleta maravilhoso e não tem o reconhecimento que merece”, disse Bolt.

Vitoriosos e talentosos, Bolt e Bekele ocupam polos opostos quando o assunto é o relacionamento com a imprensa. Apesar de ter três medalhas de ouro em Jogos Olímpicos (ainda no atletismo de pista) e um título de major, na Maratona de Berlim, em 2016, Bekele nunca soube lidar bem com os jornalistas. Silencioso e avesso a entrevistas, ele deixou de estrelar grandes campanhas e não atingiu o mesmo patamar de popularidade de outros corredores.

“Kenenisa deveria ser uma superestrela. Mas comercializar uma pessoa tímida não é fácil. E ninguém no mundo o conhece como pessoa”, lembrou Hermens.

A culpa é do tênis

O perfil pouco político do etíope se aplica até mesmo aos seus apoiadores. Segundo colocado na Maratona de Londres de 2017, Bekele deu uma justificativa incomum quando questionado sobre o que o impediu de subir ao lugar mais alto do pódio na prova inglesa. Ele responsabilizou o par de tênis que usou na capital inglesa — e foi imediatamente repreendido por sua patrocinadora, a Nike.

“Eu usei tênis novos e, quando estava entre os km 15 e 20, eles começaram a formar bolhas no meu pé. Meu pé não estava em boa posição por causa do tênis”, reclamou Bekele. “Mudei o estilo [de corrida] para proteger mais o meu pé. Foi difícil. Mudar o meu estilo afetou o meu equilíbrio.”

A Nike se apressou para esclarecer que os tênis usados por ele não faziam parte do projeto Breaking2 e afirmou que o próprio Bekele participa dos testes de desenvolvimento dos calçados.

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