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Estudo norueguês aponta que ir à academia não aumenta risco de contaminação de coronavírus

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Oslo, na Noruega, apontou que fazer atividade física em academias não aumenta o risco de contaminação de coronavírus. Por conta da pandemia, academias foram fechadas em muitos países do mundo para diminuir a transmissão do vírus.

Com o início em 22 de maio, o estudo utilizou 3.764 pessoas, com idade entre 18 e 64 anos, sem comorbidades relevantes ao Covid-19, de cinco academias de Oslo. Dos participantes, 1.896 pessoas foram autorizadas a retomar a prática de atividade física na academia, enquanto 1.868 foram utilizadas como grupo de comparação, por isso mantiveram-se afastadas.

Do grupo autorizado a voltar às academias, 80%, usou as instalações pelo menos uma vez no período estudado e 40% foi mais de seis vezes.

Para treinar na academia, os participantes tinham que lavar as mãos regularmente e manter o distanciamento social de um metro para exercícios no chão e dois metros para aulas de alta intensidade. Os armários estavam disponíveis para uso, mas os chuveiros e saunas não.

Os resultados mostraram que apenas um indivíduo, dos 3.764 monitorados, foi contaminado por Covid-19, contudo, ele não fazia parte do grupo que frequentava a academia. Segundo os pesquisadores, o vírus foi contraído em seu ambiente de trabalho.

De acordo com as pesquisas, também não houve diferença no número de vezes em que os estudados foram para o hospital. Quando precisaram ir, não havia relação com a contaminação de coronavírus.

“Pessoalmente, acho que isso é generalizável, mas com uma ressalva”, disse Michael Bretthauer, especialista em triagem de câncer da Universidade de Oslo, que liderou o estudo com a Dra. Mette Kalager. “Pode haver lugares onde há maior incidência de Covid-19 ou onde as pessoas estão menos dispostas a seguir restrições”, completa.

Durante o período do estudo, houve 207 novos casos de coronavírus em Oslo. Os participantes do estudo e os funcionários da academia foram testados para verificar a contaminação em 8 de junho.

Ao que tudo indica, este é o primeiro e único estudo randomizado (em que são estudados dois grupos de pessoas que são escolhidas aleatoriamente) sobre o risco de infecção de coronavírus em academias.

“Isso nos mostra que locais com baixa prevalência são seguros para utilizar as academias e provavelmente para quase todas atividades. É muito improvável que você seja infectado”, disse o professor de medicina da Universidade de McMaster no Canadá, Dr. Gordon Guyatt, em entrevista os New York Times.

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Após o estudo, a Noruega decidiu reabrir todas as academias com as mesmas restrições utilizadas na pesquisa. No entanto, alguns especialistas questionaram se os resultados traduzem também as taxas de contaminação em áreas maiores.

“Essas descobertas não me dizem que ir à academia não é mais arriscado do que não ir à academia, mesmo em Oslo”, afirma Jon Zelner, epidemiologista da Universidade de Michigan.

O artigo ainda precisará passar pela certificação para ser publicado formalmente em uma revista acadêmica, podendo haver possíveis alterações.

 

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