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Kathrine Switzer volta à Maratona de Boston, onde fez história há 50 anos

Foto: Reprodução

Uma estudante de jornalismo fez história em 1967 ao correr a Maratona de Boston quando não era permitido a mulheres disputarem maratonas. Na última edição da prova, realizada no dia 17 de abril, Kathrine Switzer cruzou novamente a linha de chegada da tradicional prova com o número 261 no peito, o mesmo que foi utilizado há cinco décadas sob o nome neutro de K. V. Switzer.

Esta foi a 40ª maratona da vida de Kathrine Switzer, a nona em Boston. Aos 70 anos, ela correu os 42 km em 4h44min31s para divulgar a “261 Fearless”, uma organização sem fins lucrativos com objetivo de empoderar mulheres na corrida. Ela não corria a Maratona de Boston desde 1976. 

“O que aconteceu nas ruas de Boston há 50 anos mudou completamente minha vida e a vida de outras pessoas. A prova de hoje foi uma celebração dos últimos 50 anos. Os próximos 50 serão ainda melhores”, disse ela, em entrevista à CNN, após a corrida.

Switzer tornou-se um símbolo para as mulheres após viver um episódio constrangedor. Jock Semple, um dos diretores da maratona em 1967, ordenou aos berros que ela deixasse a disputa e entregasse o número em seu peito.

Protegida pelo namorado, que empurrou o organizador, ela não teve sua presença oficialmente registrada, mas abriu caminho para que milhões de mulheres passassem a se interessar pelo esporte.

 

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Como apenas homens disputavam maratonas na época, ela achou curioso o fato de não haver nenhuma especificação de sexo no momento da inscrição. Decidiu, então, se inscrever utilizando suas iniciais – K. V. Switzer, estratégia adaptada de autores que costumava ler, como J. D. Salinger ou T. S. Elliot.

Exceto pela reação destemperada do diretor, ela recebeu muito apoio dos outros corredores na ocasião. Satisfeita em romper o tabu, ela calcula que tenha finalizado a Maratona de Boston naquele ano em torno de 4h20min.

Confira a transmissão ao vivo que Switzer fez em sua conta no Facebook:

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