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Corrida ajudou marido de campeã olímpica a vencer o Parkinson

Foto: Reprodução/Vimeo

Medalhista de ouro na Olimpíada de Los Angeles, em 1984, Joan Benoit Samuelson não disputa uma maratona acompanhada por seu marido, Michael Westphal, desde 1979, quando percorreram juntos os 42 quilômetros da tradicional prova de Boston. O “jejum”, no entanto, está próximo do fim. O casal definiu que participará da Sugarloaf Marathon, no estado do Maine, nos Estados Unidos, no dia 21 de maio, na mesma semana em que ambos chegam aos 60 anos. Mais do que uma celebração para a dupla, a maratona é um exemplo de superação na corrida. 

Enquanto a esposa esteve ligada ao esporte durante toda sua vida, ele abandonou os treinamentos depois de seus 30 anos para se dedicar aos filhos e administrar sua carpintaria. Em 2006, aos 49 anos, recebeu a notícia que o fez pensar que nunca mais poderia participar de uma corrida: descobriu que tinha o mal de Parkinson.

Três anos atrás, encontrou medicamentos que amenizam os sintomas da doença – entre eles, tremores, enrijecimento dos músculos e instabilidade postural – e uma forma de voltar a correr. “Uma vez que comecei a treinar, descobri que quanto mais eu corria, mais meus sintomas diminuíam”, contou à revista Runner’s World. “Então eu decidi que correria uma maratona.”

Seu retorno às maratonas aconteceu em uma prova no Maine e motivou a criação de um documentário que descreve a superação na corrida, “Outrunning Parkinson”.

 

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Mas ele não parou por aí. Além de participar das provas, Westphal percebeu que as corridas eram uma ótima oportunidade para arrecadar fundos para combater o Parkinson. Ele levantou US$ 76 mil para a Fundação Michael J. Fox, que leva o nome do ator canadense, diagnosticado com a doença em 1991, e desenvolve pesquisas em busca da cura da enfermidade.

Westphal diz que o contato com Fox foi uma inspiração para seguir firme nas maratonas e com seu lema de superação na corrida. “Uma das coisas que ele disse é que a primeira coisa que você tem que fazer quando está lutando contra o Parkinson é deixar cair sua vaidade. Isso mexeu comigo até que eu me alinhasse em público para as corridas de rua e ignorasse os olhares que receberia. Tive que aprender que não importava o que eu poderia parecer, mas, sim, que eu estaria vivendo a minha vida e fazendo o que amo”, contou.

A esposa de Westphal encara a Marathon Sugarloaf com uma empolgação semelhante à que mostrou na Olimpíada de Los Angeles. “Correr essa maratona na semana do nosso 60º aniversário torna a história ainda mais doce, e também o fato de que meu marido e eu estamos tão próximos em idade e na nossa paixão pelo esporte. Trata-se de ajudar uns aos outros”, finalizou Samuelson.

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