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Antes e Depois: a sedentária virou atleta

Mulheres, imaginem se uma grande amiga dissesse isso: “você está gorda, feia, só usa roupas esquisitas e tem uma barriga e um bumbum muito grandes”. Sua autoestima ficaria lá no chão e seria difícil se recuperar desse trauma.

Isso mudou a vida de Maria Vitoria Cota de Abreu, 29. Administradora de empresas em Belo Horizonte, ela escutou isso de sua colega e decidiu que não seria mais daquele jeito. Com 93 kg – num corpo de 1,75 m –, Maria começou a se exercitar.

Desde pequena, a administradora era gordinha. “Adorava esportes e sonhava em ter um corpo de atleta, mas com a faculdade e o trabalho, fazia de tudo, menos cuidar de mim”, explica Maria. “Em 2008, após voltar de um intercâmbio nos Estados Unidos, estava ainda mais gorda. Subir escadas estava se tornando uma atividade difícil e passei a ter problemas circulatórios.”

Foi quando ela se encontrou com a amiga que disse tudo o que uma mulher não quer ouvir. “Ela havia perdido peso com a corrida e acabou comigo naquele dia. Como eu chorei!”, lembra a administradora. “Eu estava acabada, não usava roupas bacanas, tinha vergonha do meu corpo e não passava maquiagem, pois achava que ninguém daria atenção a uma gordinha feia”, conta.

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Duas problemas eram responsáveis por Maria estar acima do peso: sua alimentação e o sedentarismo. Sua dieta era desregulada. “Eu não tinha horários estabelecidos para comer, então, me alimentava de qualquer coisa a qualquer hora, inclusive muitos doces, refrigerantes e salgados gordurosos.”

A falta de atividade física foi a primeira mudança. “Eu fiquei um tempo sem trabalhar, então, aproveitei meu tempo livre para caminhar”, diz. “Uma outra amiga me deu um grande apoio, me levando ao Vigilantes do Peso.”

Por um mês e meio, ela andava pelas proximidades da Avenida dos Andradas, na capital mineira. Paralelamente, iniciou uma reeducação alimentar. “Cortei os doces, frituras e refrigerantes da minha dieta, passei a consumir pães e massas integrais, iogurtes de baixo teor de gordura e muitas frutas e sucos naturais.” Nesse período, ela eliminou os primeiros 5 kg.

Foi quando ela decidiu começar a correr. “Peguei meu shorts laranja, um tênis velho e uma camisa da seleção brasileira [foto], que era a única de tecido leve que eu tinha, e fui pra pista pensando: ‘é hoje!’”, conta Maria. Ela foi. “Corri 100 metros e quase caí dura! Tomei bastante água e continuei por mais 100 metros e, de novo, quase morri.”

Dia após dia, a administradora ia aumentando em alguns metros o seu treino. “À noite, meus joelhos doíam tanto que precisavam ser enfaixados com remédio.” Muita gente disse para ela parar com as corridas, pois podia se machucar ainda mais. “Eu sabia que o único problema que tinha era o excesso de peso, por isso, continuei.”

Caminhando pelas ruas de BH, Maria se deparou com uma placa que dizia “Casa do Corredor”. “Entrei e, sem nem me conhecer, o proprietário da loja, Vanderley, me convidou para entrar para a equipe de corrida deles.” Ela topou na hora.

Em oito meses de treinamento (outubro de 2008 a abril de 2009), a administradora de empresas eliminou 28 kg, passando para 65 kg. Nos últimos quatro anos, ela ainda perdeu mais 4 kg, chegando a 61 kg.

A corrida começou a ficar mais séria na sua vida. “Seis meses depois de começar, corri minha primeira prova: 10 km do Circuito das Estações, em 54 minutos”, comenta. “Não tinha ideia do que era esse tempo, mas me disseram que eu deveria continuar treinando, agora com supervisão.”

Ainda em 2009, ela conheceu seu treinador, Adriano Maron. Ele fez com que os tempos de Maria fossem, gradativamente, diminuindo. “Os 10 km foram dos 54 minutos para 49, depois 47, 45, até 41, e não sei onde vou parar!” Nas provas de 5 km, ela corre para 20 minutos – e quer cruzar a linha de chegada abaixo disso.

“Já corri mais de 100 provas entre 5 km, 10 km e até meias-maratonas”, revela. Suas antigas roupas tiveram que ser doadas. “Usava calça tamanho 54 e hoje estou com 38. Não consegui aproveitar nem pijama”, brinca Maria.

Hoje, seu treinamento é pesado. “Corro de oito a nove vezes por semana, além de fisioterapia e treino funcional, acupuntura e o acompanhamento de um nutricionista.” Ela passou a se cuidar mais. “Vou ao cabelereiro toda semana e não saio de casa sem maquiagem.”

A sedentária virou atleta. “A corrida agora é minha vida, não imagino mais viver sem ela.” Maria agora é quem incentiva outras pessoas a começarem a praticar o esporte. “Espero mostrar pra elas que é possível, qualquer um pode conseguir.”

Tem uma história interessante ou conhece alguém que tenha passado por essas mudanças? Envie pra gente!

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