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Mulheres veem na corrida a oportunidade de criar um negócio de sucesso

Foto: Ricardo Soares

Não é de hoje que a corrida transforma vidas. Ela nos presenteia com saúde, autoestima, disposição, novos amigos, e em alguns casos, passa da condição de hobby para negócio de sucesso.

Quem disse que trabalhar com o que se ama não é possível? Fácil não é — mas, certamente, é recompensador.

Conheça a história de mulheres que foram além e viram que a corrida pode ser muito mais do que um esporte: uma oportunidade de negócio de sucesso. Assim, elas comandam empresas dentro de um mercado promissor e com várias necessidades de consumo.

A história de quem transformou a corrida em negócio

Estilo, o acessório indispensável para suar

Marina Rovery é uma das criadoras da Lauf (que significa “corrida” em alemão), uma marca esportiva que nasceu em 2010. Antes de pensar em ser empresária, Marina era do mercado financeiro e sempre gostou de correr.

A paixão ganhou mais lenha quando fez seu primeiro triathlon. Na época em que estava treinando, conheceu sua primeira sócia, Ana Oliva, em 2010. As duas tinham um gosto em comum: moda.

“Nós gostávamos de treinar combinando os looks, com estampa de caveirinhas e roupas diferentes. Na época, era bem difícil encontrar peças nesse estilo. Um dia, tivemos a ideia de fazer manguitos de caveirinha, até chegarmos à decisão de criar uma marca”, conta Marina.

No começo, as peças eram vendidas apenas para amigas próximas e todas gostavam.

“Depois fizemos as regatas e definitivamente surgiu a Lauf, trazendo looks femininos diferenciados a um esporte que até então era majoritariamente masculino”, rememora a empresária.

Mulheres veem na corrida a oportunidade de criar um negócio de sucesso
Marina Rovery e Anna Guinle, da Lauf

Em 2012 o time de sócias da marca ganhou mais uma integrante, Anna Guinle, que permanece até hoje na linha de frente da Lauf (Ana Oliva saiu da equipe).

“Foi a partir da entrada dela (Anna Guinle) que a empresa se ampliou. Até então só tínhamos uma página no Facebook, era tudo feito de forma ‘caseira’”, conta Marina.

O ano seguinte foi o pontapé para alavancar o negócio definitivamente. O site da marca foi lançado e as vendas para atacado e multimarcas foram iniciadas.

“O ápice foi a coleção em parceria com a Carol Buffara (digital influencer que hoje coleciona mais de 500 mil seguidores no Instagram)”, conta.

Deu tudo tão certo que em pouco tempo a Lauf ganhou espaço como um negócio de sucesso e abriu sua primeira franquia em Cuiabá (MT). Hoje, a grife não tem apenas vestuário para corredoras, mas para diversas modalidades: ciclismo, balé e yoga são algumas delas.

Corrida e maquiagem, a dupla que deu certo

No mercado há cinco anos, a Pink Cheeks é o próprio negócio de sucesso entre as corredoras.

Não é para menos: a Pink, como é chamada carinhosamente pelas consumidoras, foi a primeira empresa nacional a desenvolver cosméticos e produtos para quem pratica atividade física.

Corina Cunha, Gisele Violin e Renata Chaim são amigas desde a infância e uniram o interesse pelo esporte com uma necessidade que precisava ser preenchida: como ainda não existiam cosméticos pensados para atletas que não abrem mão da vaidade nos treinos e provas?

Após anos afastadas, elas se reencontraram em 2009 para treinar juntas para uma prova. Com os encontros mais frequentes, o grupo ganhou o nome de Pink Cheeks.

Corina, a farmacêutica da turma, começou a criar produtos para resolver alguns perrengues da rotina de treinamento, como manchas por causa da exposição ao sol, bolhas nos pés, assaduras e ressecamento dos cabelos.

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Quando o empreendimento de fato saiu do papel, em 2013, a fabricação dos cosméticos era terceirizada, com vendas via e-commerce. Logo viram a necessidade de investir em uma fábrica própria.

Gisele, que era gerente da empresa de sua família, largou o ofício e passou a dedicar-se à administração dos negócios da Pink Cheeks. Renata, então publicitária, cuidou da identidade visual da marca, enquanto Corina se ocupava do desenvolvimento de novidades.

Hoje, entre os produtos mais pedidos está o filtro solar facial Pink Stick, que não escorre nem sai na água. O segundo produto mais desejado é o Anti Shock, leave-in que evita os nós do cabelo que se formam durante os treinos.

“O crescimento da marca aconteceu devido a diversos fatores. Entre eles, ter um produto diferenciado e que falasse diretamente com um público específico”, explica Renata.

A empresa, que faturou R$ 3 milhões em 2017, vem se destacando no segmento de filtros solares, ganhando recentemente pela segunda vez consecutiva o Prêmio Abihpec, o mais importante do segmento de cosméticos no Brasil.

A solução para os problemas femininos

Que atire a primeira pedra a corredora que nunca sofreu com um shorts desconfortável durante o treino. Foi justamente por causa desse problema que a marca La Vie Sports surgiu há três anos, tendo como “mães” Fernanda Galindo, Roberta Perlingeiro e Mariana Gastin.

Tudo começou quando Fernanda percebeu que as roupas que usava não agregavam todas as funcionalidades necessárias para os treinos e competições.

A bermuda clássica de compressão com bolsos é o carro-chefe da marca

Olhar para os dramas dos corredores é, sem dúvida, a grande sacada para alavancar um negócio de sucesso.

“Buscamos resolver a ‘dor’ das nossas clientes. Nosso questionamento para o início de qualquer desenvolvimento de um novo produto é: ‘Qual é o problema que iremos resolver com esse produto?’”, explica Roberta.

Além de se preocuparem em desenvolver peças confortáveis, funcionais e estilosas, as empresárias têm o cuidado de testar todos os produtos antes do lançamento.

“Por isso falamos com tanta propriedade que quem usa se apaixona. Também escutamos muito os feedbacks que recebemos para constante aprimoramento das peças”, garante Roberta.

Importando satisfação

Camila Marioli foi outra corredora que enxergou no esporte uma possibilidade de negócio de sucesso. A atleta amadora corre há 13 anos e começou a prática com o intuito de emagrecer para seu casamento.

Após a cerimônia, mudou-se para os Estados Unidos, onde morou por alguns anos e teve contato com muitas marcas esportivas que não tinham revenda no Brasil.

Eis que surgiu a iniciativa de criar a SportBR, que comercializa produtos que não firmaram comércio no Brasil. O primeiro item trazido pela empresa foi a pochete Fitletic, descoberta de sua cunhada e sócia, também chamada Camilla.

“Contudo, sabíamos que não daria para pagar todas as contas apenas com os produtos de uma marca. Decidimos ir atrás de outros nomes e trouxemos a Lock Lasers, que faz cadarços elásticos. Começamos a importar e distribuir para todo o Brasil”, conta.

A maior parte das vendas da SportBr é feita pelo site, que está no ar desde março de 2018, e por meio de participações em expos de corridas do calendário brasileiro.

“Nossa missão é trazer marcas que ajudem na performance. Hoje temos desde meias antibolhas da Steigen até óculos da Goodr que são superleves e protegem a visão”, fala Camila.

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