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Ciclo de superação de transplantado termina com pedido de casamento em Chicago

Foto: Arquivo pessoal

Disputar uma maratona é um divisor de águas para muitos dos que se aventuram pelos 42.195 metros. Essa máxima se encaixa como uma luva para o jornalista Itamar Montalvão, que, no dia 7 de outubro, concluiu a Maratona de Chicago em 4h51min. Palco de dezenas de roteiros marcantes do cinema, Chicago recebeu uma história com cenas de dor, superação, desafio pessoal e romance.

Ao atravessar a linha de chegada no Grant Park, ele deixou no passado um ciclo de privações e problemas renais e coroou sua recuperação pedindo Mariana de Barros Monteiro, sua namorada, em casamento. Para entender o que o dia 7 de outubro simboliza para este jornalista de 45 anos, é preciso voltar ao passado.

Em março de 2015, cerca de três anos antes de conhecer a amada, Itamar foi submetido a um transplante renal. Até então, a corrida o ajudava a perder líquido e o liberava para beber mais água, mas o novo rim lhe permitiu sonhar com voos mais altos no esporte que aprendeu a amar. Ao perceber que seu corpo havia reagido bem ao transplante, ele intensificou os treinos na assessoria esportiva MPR, em São Paulo, e, com o aval dos médicos, definiu a Maratona de Chicago como um de seus grandes objetivos para 2018. Em reportagem publicada em agosto, o Ativo descreveu como a corrida ajudou o jornalista a vencer a insuficiência renal. 

Da recuperação do transplante renal à paixão pela corrida: vida de Itamar mudou com o novo hobby

Na mesma época em que ganhava resistência para encarar a prova americana, Mariana, uma advogada de 33 anos, roubou o seu fôlego. O casal se conheceu em um aplicativo de relacionamentos, no início deste ano. Bastou um encontro para que os dois concluíssem que a relação não seria algo apenas casual.

 

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“Foi uma identificação instantânea. Consideramos que nosso namoro começou justamente no dia em que nos encontramos pela primeira vez, tamanha a identificação. Desde então, estamos juntos”, conta Itamar.

Oito meses após o início do relacionamento, Mariana embarcou junto a Itamar para Chicago. Mesmo sem correr (por enquanto), ela se empolgou com a atmosfera da prova e se juntou a um mar de gente para apoiar o namorado no km 35 da prova, em Chinatown. Mal sabia ela que, sete quilômetros depois, na linha de chegada, uma surpresa lhe aguardava por baixo do número de peito E 20580, usado pelo jornalista durante a prova.

Itamar embarcou receoso para os Estados Unidos. Além de seu histórico de quatro décadas de problemas renais, ele havia enfrentado uma fratura no pé direito meses antes da prova. O jeito foi apostar no deep running e torcer para terminar a prova sem grandes incômodos. Caso o objetivo fosse concluído, o pedido de casamento seria a cereja do bolo.

Aliviado por terminar a major em 4h51min e sem as dores naturais que acompanham qualquer maratonista no pós-prova, ele se concentrou na segunda parte de seu plano instantes depois de cruzar a linha de chegada. Antes do embarque para os Estados Unidos, Itamar havia personalizado duas camisetas de sua assessoria esportiva com os dizeres “Mari, quer casar comigo?”. Na manhã da prova, o pedido havia sido coberto pelo número de peito para que Mariana não desconfiasse do que viria nas horas seguintes.

Eu tive que fazer umas artimanhas para que ela não percebesse o pedido de casamento. Nos encontramos no final da prova e eu inventei uma desculpa para ela me ajudar a tirar o número de peito. Ela tirou, viu a mensagem e demorou alguns segundos para entender o que estava acontecendo. Foi uma surpresa para ela, mas nós só fazemos um pedido assim quando já imaginamos qual é a resposta”, afirmou.

Embora o pedido e o “sim” de Mariana não tenham sido atos espalhafatosos, uma senhora americana que estava logo ao lado percebeu a emoção do casal e fez algumas fotos, eternizando um dia que jamais sairá da cabeça de Itamar.

O casamento ainda não tem data marcada, mas Itamar já sabe quando voltará a correr uma maratona. Será no dia 29 de setembro de 2019, em Berlim.

O lado interessante da minha história é a coroação da superação dos meus problemas de saúde. Fiz um check-up na minha volta ao Brasil e os resultados dos meus exames nunca foram tão bons quanto agora. Agora que sei que a maratona não traz um efeito negativo para minha saúde, fico com uma perspectiva enorme para o ano que vem. Isso me dá segurança para forçar um pouco mais em Berlim”, disse.

 

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