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Maconha em ultramaratonas: performance e recuperação muscular

Foto: Shutterstock

Esse é um assunto um tanto polêmico: será que a maconha melhora performance e recuperação muscular? O princípio ativo da erva, conhecido como THC (tetrahidrocannabinol), é uma das substâncias consideradas doping pela Agência Mundial Anti-Doping – apesar de muita gente acreditar que ela prejudicaria o rendimento do atleta que a consome ao invés de melhorar.

Na verdade, existem alguns estudos que relacionam, entre outros efeitos negativos, o uso da maconha ao aumento da frequência cardíaca e a uma piora no rendimento. No entanto, aqui vamos nós de volta para o ano passado e, particularmente, a uma entrevista publicada pelo Wall Street Journal, alguns atletas reconheceram os benefícios do consumo desta substância associada à atividade esportiva. Eles são ultracorredores que afirmam que, em certas condições, a maconha melhora sim o rendimento – especialmente quando falamos de trabalhar a mente em corridas de longas distâncias. Segundo eles, a maconha ajudaria na performance e na recuperação muscular. Na performance, por acalmar a mente; na recuperação, por aumentar o relaxamento muscular pós-exercício. 

O atleta que mais falou sobre seu consumo habitual de THC foi o americano Avery Collins, 23 anos, que disse que não fumava a substância por razões de saúde, mas fazia uso da substância em receitas de alimentos ou cremes com THC para as pernas. “Se você encontrar a dose perfeita, leva o estresse embora do seu corpo, e é ótimo para ajudar na recuperação depois das longas corridas”, disse Collins em entrevista ao jornal. Collins também costuma, de vez em quando, consumir maconha em dias de competição, mas apenas durante o treino e no final da corrida, para relaxar e acalmar o corpo. Afinal, apesar de raros os testes de doping em ultramaratonas, é considerado doping usar o THC. 

 

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O corredor Jeff Sperger também assumiu que sempre come bastante e bebe muita água depois de correr as ultramaratonas, mas depois de alongar-se, consome maconha em um vaporizador. Ele está convencido que é muito mais saudável do que tomar um remédio anti-inflamatório ou outro sugerido pela indústria farmacêutica.

Jen Shelton, uma ultramaratonista reconhecido nos EUA, também acredita que a cannabis pode ajudar a melhorar a performance e recuperação muscular, especificamente no tratamento da dor – e para manter a calma durante as competições extenuantes. Ela também admitiu ter treinado sob os efeitos da substância, mas afirma ter deixado por questões éticas, não querendo beneficiar-se destas vantagens que dá a substância, especialmente para quem corre ultramaratonas – para ela, é doping.

E você? O que pensa sobre o assunto?

 

Esta matéria foi publicada no site  Activo Argentina.

 

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