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A importância da musculação para corredores

Um médico do esporte me disse certa vez que há três coisas que as pessoas perdem de forma acentuada com a idade,sob o ponto de vista físico. Três coisas que interferem diretamente na longevidade e na qualidade de vida: o condicionamento cardiovascular, a flexibilidade e a massa muscular. Da diminuição do condicionamento cardiovascular você já está tratando com a corrida. Parabéns. A flexibilidade deve ser trabalhada com atividades como RPG, pilates e ioga. A massa muscular, por sua vez, exige sessões de musculação, algo que a maioria dos corredores prefere evitar, embora seja um complemento indispensável para quem deseja treinar com melhor rendimento e menor sofrimento. Ou seja, todos nós.

Não sou diferente dos demais corredores. No começo, eu também odiava a ideia de ter que me esfalfar puxando ferro no ambiente um tanto bizarro das academias, além de treinar até cinco vezes por semana nas pistas. Veja bem: não tenho nada contra as academias, mas é preciso considerar que já passo toda a vida profissional em ambientes refrigerados e envidraçados. Dessa forma, é mais do que compreensível que eu não veja graça em me exercitar em ambientes refrigerados e envidraçados. Além disso, nas academias não há como evitar o célebre papo dos marombeiros. Tem coisa mais insuportável? Junte-se tudo isso àquela música bateestaca com letras tão profundas como “You got to pump it up, don’t you know, pump it up!” e ao fedor de homem suado no vestiário e o cenário dos infernos estará completo.

De forma que, sim, frequentar uma academia foi um grande sacrifício para quem estava acostumado a correr no parque. Mas o meu treinador insistiu e eu encarei o desafio e as músicas de quinta categoria, tudo em nome da boa forma e da qualidade de vida. E tome batidão! Punc! Punc! Punc!

Poucas semanas depois, percebi que meu técnico estava coberto de razão. As contusões, que até então eram uma companhia constante na minha trajetória e nos meus trajetos de corredor, desapareceram. Não sou fisioterapeuta, mas não é difícil explicar o efeito positivo da musculação para os corredores. Quem corre faz em 99% do tempo os mesmos movimentos de pescoço, braços, tronco, pernas e pés. Enquanto estamos nessa espécie de zona de conforto, no piloto automático, as contusões são mais raras, salvo em caso de fadiga muscular por excesso de treino — algo que a musculação também ajuda a combater. O problema maior é quando temos que fazer um movimento imprevisto, como uma parada repentina, uma pisada em falso, uma virada brusca, um salto etc. Por não serem esperados em uma rodagem em terreno plano, esses gestos exigem o esforço de músculos que não usamos tanto. É aí que surgem as contusões mais graves.

A academia serve para fortalecer esses músculos “esquecidos”, preparando-os para esforços extras e imprevistos. Além do mais, não nos esqueçamos de Vinicius de Moraes, que dizia: “Beleza é fundamental”. Um pouquinho de musculação, além de evitar contusões, ajuda a colocar os músculos no lugar e dá um belo tapa no visual.

(Matéria publicada pela Revista O2, edição 124, agosto de 2013)

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